O poema de Jarid Arraes conta um pouco da história de Luísa Mahin, uma princesa oriunda do Golfo da Guiné, na África Ocidental. Ela foi capturada no continente africano e, tendo sido escravizada, enviada ao Brasil. Posteriormente alforriada, integrou o grupo da Insurreiçãoo dos Malês, formado, principalmente, por africanos e afrodescendentes de religião islâmica. A luta dos Malês em prol da abolição da escravatura foi importante para as lutas que vieram depois, mas a insurreição não foi vitoriosa naquele momento da história (1835). O fim da escravatura no Brasil ocorreu, legalmente, apenas em 1888.
A partir dessa informação, tendo como base o poema de Jarid Arraes e a canção de Chico Buarque (Texto II), marque a opção cujos versos, de ambos os textos, melhor indiquem a representação da expressão do racismo na sociedade brasileira:
- A “Quando pinta em Copacabana / A caravana do Arará, do Caxangá, da Chatuba / A caravana do Irajá, o comboio da Penha” e “Mas Luísa era guerreira / A rebelde sem igual / Fez ainda de sua casa / Como um quartel general”.
- B “A gente ordeira e virtuosa que apela / Pra polícia despachar de volta / O populacho pra favela” e “O pai branco de Luís / O vendeu quando criança / Separando de sua mãe / Na racista podre herança / De ser branco dominante”.
- C “É um dia de real grandeza, tudo azul / Um mar turquesa à la Istambul enchendo os olhos / Um sol de torrar os miolos” e “Apesar de tudo isso / E de tudo que lutou / Essa mulher imponente / Muito se silenciou”.
- D “Sol, a culpa deve ser do sol / Que bate na moleira, o sol / Que estoura as veias, o suor” e “Importante mencionar / Que foi mãe de Luís Gama / Poeta e abolicionista / De imensurável chama”.
- E “Não há gente tão insana / Nem caravana do Arará / Não há, não há” e “Poeta e abolicionista / “De imensurável chama / E por ele foi citada / Respeitando sua fama”.