TEXTO IV
O Canto dos Escravizados
Paulina Chiziane
Acorrentado vim, cruzando o mar
Atormentado fui no negrume do porão
Aqui estou na América
Chorando de dor, ó mãe África!
Escravizado sou, como animal
Comprado fui por quem só me fez mal
Aqui estou na América
Chorando de dor, ó mãe África!
Estou lutando para me libertar
E bem depressa regressar ao lar
Aqui estou na América
Chorando de dor, ó mãe Africa
Fonte: CHIZIANE, Paulina. O canto dos escravizados. Belo Horizonte: Nandyala, 2018, p. 29.
No poema da moçambicana Paulina Chiziane, é possível observar a seguinte figura de linguagem:
- A Aliteração, como se observa em “Acorrentado vim, cruzando o mar”.
- B Apóstrofe, como se observa em: “Chorando de dor, ó mãe África!”.
- C Pleonasmo, como se observa em: “Escravizado sou, como animal”.
- D Prosopopeia, como se lê em: “Escravizado sou, como animal”.
- E Sinestesia, como se lêe em: “Chorando de dor, ó mãe África!”.