Questão 1 Comentada - Prefeitura de Patos de Minas-2 - Inspetor Escolar - Prova DIRPS (2026)

Leia o texto para responder à questão.

Com a promulgação da Lei 15.100/2025, os celulares saem da sala de aula, mas a mediação do professor se torna ainda mais essencial. Talvez agora, com menos atenção voltada aos celulares, outras tecnologias possam voltar para a escola. Podemos redirecionar a forma de usar tecnologias para que continue a ser uma aliada do ensino.

A mudança nos convida a explorar tecnologias que transformam o aprendizado em uma experiência mais envolvente. Em vez de apenas consumir informações de forma passiva, estudantes podem interagir com lousas digitais, explorar programas de modelagem e análise de dados e colocar a ciência em ação com kits experimentais e sensores digitais.

Essas ferramentas não são apenas acessórios modernos, mas portas de entrada para um ensino que privilegia a investigação. Com a mediação do professor, a sala de aula pode retornar como verdadeiro laboratório de ideias, em que testar hipóteses, resolver problemas e fazer descobertas volta a ser o grande destaque do aprendizado. Afinal, ciência é um diálogo entre teoria e prática!

A Lei 15.100/2025, na verdade, cria um terreno fértil para experiências de aprendizado intencional, em que a tecnologia passa a ser guiada pelos professores. Em vez de os alunos ficarem dispersos em buscas individuais no celular, a legislação cria um canal para que sejam incentivadas atividades coletivas, como projetos de pesquisa em plataformas colaborativas.

Em uma aula sobre ecossistemas, por exemplo, a turma pode analisar dados de desmatamento, usando bancos de dados científicos. O professor planeja e medeia a discussão, orienta a interpretação dessas informações e propõe que soluções em grupo sejam formuladas. Essas propostas são novamente pensadas, por todos, e se transformam em formas dinâmicas de entender os conteúdos.

Em simulações interativas, como as que recriam reações químicas em laboratórios virtuais, os alunos testam hipóteses, ajustam variáveis e veem os resultados, sempre com a supervisão docente. Em uma aula sobre física, atividades com simuladores, como o ambiente do PhET (projeto da Universidade de Colorado Boulder que oferece simulações interativas gratuitas de ciências e matemática), podem ser usadas para explorar conceitos de energia e movimento.

A mediação de professoras e professores é essencial sempre, pois devem questionar as escolhas dos estudantes e propor desafios ao conectarem os experimentos virtuais aos fenômenos do mundo. Nesse novo cenário escolar, as tecnologias digitais vão estimular atividades colaborativas que fortaleçam a atenção compartilhada no ensino de ciências.

Imagine uma aula em que os alunos, guiados pelo professor, simulam juntos os impactos do aquecimento global em um ecossistema virtual, ajustando variáveis como temperatura e umidade. Plataformas interativas, como o Padlet, permitem a construção coletiva de mapas conceituais sobre cadeias alimentares ou ciclos biogeoquímicos, enriquecidos com textos, imagens e vídeos.

Ferramentas com inteligência artificial (IA), como a plataforma de jogos Arludo, também ampliam a exploração de conceitos em biologia e ecologia. E sempre haverá um tempinho para debater os benefícios e desafios que a IA traz para as ciências.

Disponível em: https://sl1nk.com/ggEIr. Acesso em: 19 maio 2025.



De acordo com o texto, mediante a promulgação da Lei n° 15.100, de 13 de janeiro de 2025, só não se defende

  • A a mediação do professor como retomada do aprendizado investigativo e envolvente.
  • B o redirecionamento de forma independente do uso das tecnologias como recurso para o ensino.
  • C o retorno de outras tecnologias para a escola a fim de serem aliadas do ensino.
  • D o incentivo a atividades coletivas e colaborativas como propostas de ensino.

Gabarito comentado da Questão 1 - Prefeitura de Patos de Minas-2 - Inspetor Escolar - Prova DIRPS (2026)

De acordo com o texto fornecido, a Lei 15.100/2025 estabelece a saída dos celulares da sala de aula, mas reforça o papel do professor como mediador. O trecho subsequente sugere que, com essa mudança, outras tecnologias podem ganhar espaço, desde que mediadas pelo docente. Analisando as alternativas à luz do texto e das normas pedagógicas vigentes, a única não defendida é a B. A alternativa propõe um "redirecionamento de forma independente do uso das tecnologias", o que contradiz frontalmente...

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