VELHINHA. (Florbela Espanca).
Se os que me viram já cheia de graça
Olharem bem de frente para mim,
Talvez, cheios de dor, digam assim:
“Já ela é velha! Como o tempo passa!...”
Não sei rir e cantar por mais que faça!
Ó minhas mãos talhadas em marfim,
Deixem esse fio de oiro que esvoaça!
Deixem correr a vida até o fim!
Tenho vinte e três anos! Sou velhinha!
Tenho cabelos brancos e sou crente...
Já murmuro orações... falo sozinha...
E o bando cor-de-rosa dos carinhos
Que tu me fazes, olho-os indulgente,
Como se fosse um bando de netinhos...
Leia o poema e assinale a alternativa incorreta.
- A O poema todo, como o próprio título indica, apresenta o eu lírico, do começo ao fim, como uma velhinha, uma pessoa idosa.
- B A questão da idade está relacionada ao estado de espírito do eu lírico.
- C O eu lírico, sente-se como uma velhinha, em termos físicos e em atitudes
- D Na verdade, o eu lírico, tem apenas vinte e três anos, não é uma pessoa idosa.