INDIFERENÇA. (Guilherme de Almeida).
Hoje, voltas-me o rosto, se ao teu lado
Passo. E eu, baixo os meus olhos se te avisto.
E assim fazemos, como se com isto,
Pudéssemos varrer nosso passado.
Passo esquecido de te olhar, coitado!
Vais, coitada, esquecida de que existo.
Como se nunca me tivesses visto,
Como se eu sempre não te houvesse amado
Mas, se às vezes, sem querer nos entrevemos,
Se quando passo, teu olhar me alcança
Se meus olhos te alcançam quando vais
Ah! Só Deus sabe!Só nós dois sabemos.
Volta-nos sempre a pálida lembrança
Daqueles tempos que não voltam mais!
De acordo com o poema, assinale a alternativa incorreta.
- A O eu lírico, já na primeira estrofe, afirma que mesmo hoje, ela voltando seu rosto, quando ele passa ao lado dela, não se consegue apagar o passado, que juntos construíram.
- B Hoje, ela o trata indiferentemente, como se nunca o tivesse visto, como se ele nunca a tivesse amado.
- C O eu lírico se julga um coitado, por passar esquecido de olhar para ela, quando se cruzam; ela, também vai como coitada, esquecendo que ele ainda existe
- D Quando acontece, mesmo sem querer, os dois se encontrarem, o olhar de ambos se cruzarem, não existe mais nenhuma lembrança, daqueles tempos que não voltam mais.