Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região - Maranhão - Técnico - Área Administrativa (2009) Questão 12

Assegurar e expandir mercados, aumentar a
lucratividade e garantir a sobrevivência da organização, não
apenas no presente, mas em um futuro cercado de incertezas.
Todas essas palavras de ordem remetem a uma ideia central:
vantagem competitiva. As empresas são progressivamente
pressionadas por fatores como preço, qualidade, diversificação,
customização e assim por diante. Dentre os atributos
valorizados pelos consumidores, cada vez mais o desempenho
ambiental das organizações tende a influir sobre as decisões de
compra.

Diante dessa realidade, o tema sustentabilidade
ambiental passou a despertar o interesse de pesquisadores nas
áreas de gestão, estratégia e estudos organizacionais. Um
estudo realizado na Fundação Getúlio Vargas tomou como
referência a cadeia produtiva da indústria da saúde no Brasil. A
análise explorou, entre outros aspectos, como os fatores
confiança e cooperação podem ser decisivos para iniciativas
que visem avanços consistentes no desempenho ambiental do
setor. Avaliou-se, ainda, o papel das políticas ambientais para
os serviços de saúde e como estas poderiam melhor atender a
suas especificidades, favorecendo um desenvolvimento mais
sustentável.

Na indústria da saúde destacamos uma extensa e
diversificada cadeia de fornecedores que suprem produtos,
serviços, tecnologias, instalações, equipamentos e demais
recursos imprescindíveis à concretização das atividades de
diagnóstico, terapia e reabilitação que compõem a assistência
propriamente dita.

Um grande hospital consome regularmente cerca de 30
mil itens de uma grande variedade de fornecedores de
diferentes setores. Os estabelecimentos de saúde são sujeitos a
licenciamento ambiental e são caracterizados, segundo a
legislação, como geradores de resíduos, emissões e efluentes
perigosos, além de grandes consumidores de energia e água.
No entanto, torna-se difícil minimizar esses impactos sem o
comprometimento dos fornecedores no desenvolvimento de
tecnologias mais eficientes e processos menos poluentes. Fica
claro que não bastam restrições legais, são também
importantes os estímulos para que haja cooperação entre os
elementos da cadeia na adoção de medidas efetivas.

(Adaptado de Vital Ribeiro. Adiante, março de 2006, p. 61-62)



Em relação aos estabelecimentos de saúde, observa-se que há no texto

  • A denúncia das más condições em que atua esse setor da saúde no país, sem o devido controle das autoridades responsáveis ou de uma legislação mais rigorosa.
  • B crítica severa, por serem eles agentes efetivos de poluição ambiental, além de seu excessivo consumo das fontes de energia e de água.
  • C reflexão acerca de possíveis novos modelos de gestão no sentido de reduzir o consumo de água e de energia e controlar perigos de contaminação do meio ambiente.
  • D considerações pessimistas a respeito da impossibilidade de se fazerem os ajustes necessários ao bom funcionamento do setor, por ausência de um modelo único de gestão.
  • E preocupação com a eficácia das propostas de redução dos impactos causados por esse setor, o maior responsável pela emissão de resíduos e o que mais consome recursos naturais.

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