A infraestrutura do futebol passa no Brasil por um processo de modernização, com as novas arenas para a Copa do Mundo de 2014. É verdade que o evento deixará alguns elefantes brancos, estádios superdimensionados para cidades como Manaus e Cuiabá.
O equívoco, contudo, não anula o fato de que, após 2014, o Brasil terá uma rede de estádios com padrões inéditos de acolhimento de público. O clima da Copa motivou alguns clubes a investir, por iniciativa própria, em novas arenas – caso do Grêmio, em Porto Alegre, e do Palmeiras, em São Paulo.
Esses palcos modernos e confortáveis podem desfazer a imagem do estádio como um lugar inóspito, com violência entre torcedores.
Tal mudança, se ocorrer, poderá vitaminar a bilheteria dos jogos – um calcanhar de aquiles das finanças dos clubes. As arenas também propiciarão ganhos com shows.
(Trecho de editorial da Folha de S. Paulo, 16 de dezembro de 2012, A2)
É possível identificar corretamente, no texto,
- A a condenação à construção de novas arenas para a Copa do Mundo de 2014.
- B a decepção com os poucos investimentos, alguns de iniciativa própria, em estádios brasileiros.
- C o sentido da expressão elefantes brancos, empregada no seu início.
- D a dúvida quanto aos padrões inéditos de acolhimento de público nos estádios modernos.
- E a valorização da imagem do estádio como um lugar inóspito, comum entre torcedores.