Prova da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (AL-GO) - Analista Legislativo Analista de Infraestrutura - FGV (2026) - Questões Comentadas

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Leia com atenção o seguinte texto, retirado do Livro dos Erros, organizado por Mário Goulart:

“Conta a jornalista Virginie Leite que Gilberto Chateaubriand comprou um quadro de Di Cavalcanti ainda fresco e o deixou secando no atelier do pintor. Quando foi buscar a obra no dia seguinte, Di tinha vendido. Chateaubriand escolheu então outro quadro”, Mulheres de Pescadores, que recebia as últimas pinceladas. Mas, dessa vez, precaveu-se: - Esse vai secar lá em casa.”

Assinale a afirmativa correta obre os nomes próprios empregados nesse pequeno texto.

  • A Virginie Leite é identificada por sua profissão, jornalista, para dar mais credibilidade ao narrado.
  • B Gilberto Chateaubriand não recebe inicialmente qualquer identificação, pois sua identidade é revelada na continuidade do texto.
  • C A primeira menção do nome do pintor é feita da forma pela qual o artista é mais conhecido.
  • D A segunda menção do nome do pintor foi reduzida a “Di”, forma inadequada em função da formalidade do texto.
  • E Na segunda menção do nome do comprador, foi empregada a forma Chateaubriand, forma adequada, já que nomes de homens são sempre abreviados pelo sobrenome.

Observe este segmento:

“Conta a jornalista Virginie Leite que Gilberto Chateaubriand comprou um quadro de Di Cavalcanti ainda fresco e o deixou secando no atelier do pintor.”

Nesse trecho, aparece um galicismo, ou seja, uma palavra de origem francesa presente na língua portuguesa: atelier.

Entre as frases abaixo, aquela que mostra um galicismo com seu equivalente em língua portuguesa, corretamente indicado, é:

  • A O cinema apresentava naquela semana a avant-première do filme mais moderno de Walt Disney. / primeira versão.
  • B Como exigia a moda da época, o cavalheiro trazia em seus braços um bouquet de flores. / a caixa.
  • C O cliente do restaurante sempre solicitava que retirassem do arroz o champignon. / a pimenta.
  • D Os funcionários eram obrigados a usar crachat colocado em volta do pescoço. / cartaz.
  • E Os restaurantes são obrigados a deixar um menu na porta de entrada para consulta dos clientes. / cardápio.

A coesão é uma das marcas da textualidade e pode ser construída por meio de diferentes processos.

Em todas as opções abaixo, há um termo sublinhado que é referido na continuidade do texto. A opção, em que o processo de coesão está corretamente identificado, é:

  • A “Conta a jornalista Virginie Leite que Gilberto Chateaubriand comprou um quadro de Di Cavalcanti ainda fresco e o deixou secando no atelier do pintor.” / substituição por um pronome demonstrativo.
  • B “Conta a jornalista Virginie Leite que Gilberto Chateaubriand comprou um quadro de Di Cavalcanti ainda fresco e o deixou secando no atelier do pintor.” / substituição por um termo sinônimo.
  • C “Quando foi buscar a obra no dia seguinte, Di tinha vendido.” / omissão por elipse.
  • D “Chateaubriand escolheu então outro quadro, Mulheres de Pescadores, que recebia as últimas pinceladas.” / substituição por pronome indefinido.
  • E “Chateaubriand escolheu então outro quadro, Mulheres de Pescadores. Mas dessa vez, precaveu-se: - Esse vai secar lá em casa.” / substituição por advérbio.

O verbo agradecer é geralmente empregado com objeto direto de coisa e objeto indireto de pessoa.

Assinale a frase abaixo em que esse verbo mostra uma regência diferente dessa.

  • A As pessoas agradeciam-lhe a simpatia e o obséquio.
  • B Quando chegaram, os demais convidados agradeceram-lhes os elogios.
  • C Ouvimos missa na catedral; ao levantar a Deus, agradecia a vida e a saúde de meu filho.
  • D Os candidatos eleitos agradeceram aos eleitores todos os votos recebidos.
  • E Os feirantes agradeceram os fregueses por todas as compras feitas.

A frase abaixo, retirada de obras machadianas, com maior número de adjetivos é:

  • A “Carlos Maria achava os homens declamadores, grosseiros, cansativos, pesados, frívolos, chulos, triviais.” (Quincas Borba)
  • B “Duas tristes luzes alumiavam aquela pequena sala.” (Helena)
  • C “As roupas eram rafadas; o chapéu velho que lhe cobria a cabeça tinha já uma cor inverossímil.” (Helena)
  • D “Luís Garcia tinha o costume de guar tudo, cartas, exemplares de jornais em que havia alguma coisa de interesse, apontamentos, simples cópias.” (Iaiá Garcia)
  • E Quincas Borba mal podia encobrir a satisfação do triunfo. Tinha uma asa de frango no prato e trincava-a com filosófica serenidade.” (Memórias Póstumas de Brás Cubas)