Questões comentadas de Concursos da Prefeitura de Alagoinha do Piauí-2

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Quanto ao gênero e às marcas discursivas do texto, assinale a alternativa correta.

  • A Crônica reflexiva em primeira pessoa, ancorada em cenas do cotidiano, com modalizadores avaliativos e fecho metafórico, privilegiando experiência narrada e persuasão leve, sem basear-se em estatísticas ou autoridade especializada.
  • B Artigo de opinião de colunista, com tese antecipada e sustentação por estatísticas, citações de especialistas e contraposição explícita de argumentos, mantendo organização expositiva rígida e progressão lógica formal do início ao fim do desenvolvimento.
  • C Ensaio pessoal de feição abstrata, conduzido por impessoalidade e discussão conceitual ampla, sem episódios ou microcenas, com foco predominantemente teórico e elaboração argumentativa distanciada do universo empírico de situações ordinárias.
  • D Editorial institucional, com voz coletiva e tom normativo, orientado a posicionar oficialmente uma organização perante tema de interesse público, sustentando-se em impessoalidade, generalização e diretrizes para o comportamento do leitor.

No enunciado “temos a mania de carregar tudo conosco”, o efeito discursivo dominante é:

  • A Individualização do problema no narrador, criando distância afetiva em relação ao leitor e reduzindo o potencial de identificação com a crítica.
  • B Indeterminação do sujeito oracional que esvazia responsabilidades, fragilizando o vínculo enunciativo e tornando impreciso o alvo principal da crítica.
  • C Inclusão do leitor no enunciado coletivo, suavizando o juízo e ampliando a sensação de universalidade, o que fortalece a adesão à crítica proposta.
  • D Formalização institucional do tom, impondo distanciamento, como se o texto fosse um comunicado oficial para um público amplo.

As referências à palestra e ao filme desempenham, no texto, a função de:

  • A Compor resenha comparativa minuciosa, com análise técnica e critérios estéticos, comparando linguagem audiovisual e resumos detalhados de conteúdo.
  • B Comprovar cientificamente a tese por estudos controlados e replicáveis, com metodologia explícita e indicadores numéricos de efeito em longo prazo.
  • C Apresentar contraexemplos explícitos que negam a necessidade de desapego, relativizando o tema e sugerindo que mudar de hábito não é relevante.
  • D Atuar como gatilhos narrativos e vozes externas que reforçam o tema, orientam o narrador e estruturam a progressão persuasiva da crônica.

No título “Desapegar (também) é preciso”, o advérbio “também” cumpre a função de:

  • A Instalar hesitação autoral e enfraquecer a assertividade, sugerindo dúvida sobre a real necessidade de desapegar no contexto abordado.
  • B Indicar continuação direta de obra anterior, sinalizando capítulo sequente de série textual publicada e reconhecida pelo mesmo público leitor.
  • C Tratar o desapego como exceção rara, aplicável apenas em circunstâncias extremas, sem valor normativo para situações comuns do cotidiano.
  • D Adicionar valor à máxima, somando o desapego a outras ações necessárias da vida e reforçando o tom proverbial característico de conselhos práticos.

A metáfora final do dente-de-leão sugere, no plano semântico, que:

  • A Deixar ir permite transformação e abertura a novas oportunidades, tornando a experiência mais leve e favorecendo a circulação do que importa.
  • B Reter o que se tem garante maturidade plena e impede perdas futuras, preservando estabilidade e continuidade independentemente das circunstâncias.
  • C Atribuir a transformação a agentes externos, esvaziando a agência do sujeito e sugerindo que decidir é dispensável, como se o tempo e os outros resolvessem tudo por conta própria.
  • D Valorizar o enraizamento e a permanência, sugerindo que o amadurecimento ocorre quando o botão permanece preso, evitando a dispersão e preservando o que já existe como principal garantia de continuidade.