Prova do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) - Exame Nacional do Ensino Médio - INEP (2024) - Questões Comentadas

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Holy War
Oh, so we can hate each other and fear each other We can build these walls between each other Baby, blow by blow and brick by brick Keep yourself locked in, yourself locked in […] Oh, maybe we should love somebody Oh, maybe we could care a little more So maybe we should love somebody Instead of polishing the bombs of holy war
KEYS, A. Here. Estados Unidos: RCA Records, 2016.
Nessa letra de canção, que aborda um contexto de ódio e intolerância, o marcador “instead of ” introduz a ideia de
  • A mudança de comportamento.
  • B panorama de conflitos.
  • C rotina de isolamento.
  • D perspectiva bélica.
  • E cenário religioso.

I remember being caught speaking Spanish at recess [...] I remember being sent to the corner of the classroom for “talking back” to the Anglo teacher when all I was trying to do was tell her how to pronounce my name. “If you want to be American, speak ‘American’. If you don’t like it, go back to Mexico where you belong”.
“I want you to speak English […]”, my mother would say, mortified that I spoke English like a Mexican. At Pan American University, I and all Chicano students were required to take two speech classes. Their purpose: to get rid of our accents.
ANZALDÚA, G. Borderlands/La Frontera: The New Mestiza. San Francisco: Aunt Lute Books, 1987.

O problema abordado nesse texto sobre imigrantes residentes nos Estados Unidos diz respeito aos prejuízos gerados pelo(a)

  • A repúdio ao sotaque espanhol no uso do inglês.
  • B resignação diante do apagamento da língua materna.
  • C escassez de oportunidades de aprendizado do espanhol.
  • D choque entre falantes de línguas distintas de diferentes gerações.
  • E concorrência entre as variações linguísticas do inglês e as do espanhol.
Expressões e termos utilizados no Amazonas são retratados em livro e em camisetas


“Na linguagem, podemos nos ver da forma mais verdadeira: nossas crenças, nossos valores, nosso lugar no mundo”, afirmou o doutor em linguística e professor da Ufam em seu livro Amazonês: expressões e termos usados no Amazonas. Portanto, o amazonense, com todas as suas “cunhantãs” e “curumins”, acaba por encontrar um lugar no mundo e formar uma unidade linguística, informalmente denominada de português “caboco”, que muito se diferencia do português “mineiro”, “gaúcho”, “carioca” e de tantos outros espalhados pelo Brasil. O livro, que conta com cerca de 1100 expressões e termos típicos do falar amazonense, levou dez anos para ser construído. Para o autor, o principal objetivo da obra é registrar a linguagem.
Um designer amazonense também acha o amazonês “xibata”, tanto é que criou uma série de camisetas estampadas com o nome de Caboquês Ilustrado, que mistura o bom humor com as expressões típicas da região. A coleção conta com sete modelos já lançados, entre eles: Leseira Baré, Xibata no Balde e Até o Tucupi, e 43 ainda na fila de espera. Para o criador, as camisas têm como objetivo “resgatar o orgulho do povo manauara, do povo do Norte”.
Disponível em: https://g1.globo.com. Acesso em: 15 jan. 2024 (adaptado).

A reportagem apresenta duas iniciativas: o livro Amazonês e as camisetas do Caboquês Ilustrado. Com temática em comum, essas iniciativas
  • A recomendam produtos feitos por empreendedores da região Norte.
  • B ressaltam diferenças entre o falar manauara e outros falares.
  • C reverenciam o trabalho feito por pesquisadores brasileiros.
  • D destacam a descontração no jeito de ser do amazonense.
  • E valorizam o repertório linguístico do povo do Amazonas.
Conheça histórias de atletas paralímpicas que trocaram de modalidade durante a carreira esportiva
Jane Karla: a goiana de 45 anos teve poliomielite aos três anos, o que prejudicou seus movimentos das pernas. Em 2003, iniciou no tênis de mesa e conseguiu conquistar títulos nacionais e internacionais. Mas conheceu o tiro com arco e, em 2015, optou por se dedicar somente à nova modalidade. Em seu ano de estreia no tiro, já faturou a medalha de ouro nos Jogos Parapan-Americanos de Toronto 2015.
Elizabeth Gomes: a santista de 55 anos era jogadora de vôlei quando foi diagnosticada com esclerose múltipla em 1993. Ingressou no Movimento Paralímpico pelo basquete em cadeira de rodas até experimentar o atletismo. Chegou a praticar as duas modalidades simultaneamente até optar pelas provas de campo em 2010. No Campeonato Mundial de Atletismo, realizado em Dubai, em 2019, Beth se sagrou campeã do lançamento de disco e estabeleceu um novo recorde mundial da classe F52.
Silvana Fernandes: a paraibana de 21 anos é natural de São Bento e nasceu com malformação no braço direito. Aos 15 anos, começou a praticar atletismo no lançamento de dardo. Em 2018, enquanto competia na regional Norte-Nordeste, foi convidada para conhecer o paratae kwon do. No ano seguinte, migrou para a modalidade e já faturou o ouro na categoria até 58 kg nos Jogos Parapan-Americanos de Lima 2019.
Disponível em: https://cpb.org.br. Acesso em: 15 jan. 2024 (adaptado).

Esse conjunto de minibiografias tem como propósito
  • A descrever as rotinas de treinamento das atletas.
  • B comparar os desempenhos de atletas de alto rendimento.
  • C destacar a trajetória profissional de atletas paralímpicas brasileiras.
  • D indicar as categorias mais adequadas a adaptações paralímpicas.
  • E estimular a participação de mulheres em campeonatos internacionais

É fundamentalmente no Minho, norte de Portugal, que o cavaquinho aparece como instrumento tipicamente popular, ligado às formas essenciais da música característica dessa província. O cavaquinho minhoto tem escala rasa com o tampo, o que facilita a prática do “rasqueado”. O cavaquinho chega ao Brasil diretamente de Portugal, e o modelo brasileiro é maior do que a sua versão portuguesa, com uma caixa de ressonância mais funda. Semelhante ao cavaquinho minhoto, o machete, ou machetinho madeirense, é um pequeno cordófono de corda dedilhada, que faz parte da grande e diversificada família das violas de mão portuguesas. O ukulele tem a sua origem no século XIX, tendo como ancestrais o braguinha (ou machete) e o rajão, instrumentos levados pelos madeirenses quando eles emigraram para o Havaí.

OLIVEIRA, E. V. Cavaquinhos e família. Disponível em: https://casadaguitarra.pt. Acesso em: 18 nov. 2021 (adaptado).

O conjunto dessas práticas musicais demonstra que os instrumentos mencionados no texto

  • A refletem a dependência da utilização de matéria-prima europeia.
  • B adaptam suas características a cada cultura, assumindo nova identidade.
  • C comprovam a hegemonia portuguesa na invenção de cordófonos dedilhados.
  • D ilustram processos de dominação cultural, evidenciando situações de choque cultural.
  • E mantêm nomenclatura própria para garantir a fidelidade às formas originais de confecção.