Prova do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) - Exame Nacional do Ensino Médio - INEP (2023) - Questões Comentadas

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“We won’t ruin Mars. It’s too big and too good.” said the captain.

“You think not? We Earth Men have a talent for ruining big, beautiful things. The only reason we didn’t set up hot-dog stands in the midst of the Egyptian temple of Karnak is because it was out of the way and served no large commercial purpose. And Egypt is a small part of Earth. But here, this whole thing is ancient and different, and we have to set down somewhere and start fouling it up. We’ll call the canal the Rockefeller Canal and the mountain King George Mountain and the sea the Dupont Sea, and there’ll be Roosevelt and Lincoln and Coolidge cities, and it won’t ever be right, when there are the proper names for these places.”


BRADBURY, R. And the Moon Be Still as Bright. In: The Martian Chronicles. Londres: Harper Collins, 2014.


Nesse fragmento de um conto do autor Ray Bradbury, o personagem revela ao capitão

  • A sua dúvida sobre a preservação de lugares antigos.
  • B seu entusiasmo com a descoberta de um território.
  • C sua curiosidade sobre o desenvolvimento do Egito.
  • D sua indiferença com o crescimento dos espaços urbanos.
  • E sua preocupação com a exploração de um planeta.

Our physical alienation from India almost inevitably means that we will not be capable of reclaiming precisely the thing that was lost; that we will, in short, create fictions, not actual cities or villages, but invisible ones, imaginary homelands, Indias of the mind. […] It may be argued that the past is a country from which we have all emigrated […], but I suggest that the writer who is out-of-country and even out-of-language may experience this loss in an intensified form.


RUSHDIE, S. Imaginary Homelands. Londres: Vintage Books, 2010 (adaptado).



Nesse fragmento de texto, ao abordar a literatura anglo-indiana, o autor Salman Rushdie ressalta a relação entre criação literária e

  • A desejo de retorno à terra natal.
  • B narrativas de espaços urbanos.
  • C consequências da imigração de origem asiática.
  • D invisibilidade de autores de literatura indiana.
  • E distanciamento das raízes culturais.

we gave birth to a new generation, AmeRícan, broader than lost gold never touched, hidden inside the puerto rican mountains.


we gave birth to a new generation AmeRícan, it includes everything imaginable you-name-it-we-got-it society.


we gave birth to a new generation, AmeRícan salutes all folklores, european, indian, black, spanish and anything else compatible.


AmeRícan, yes, for now, for i love this, my second land, and i dream to take the accent from the altercation, and be proud to call myself american, in the u.s. sense of the word, AmeRícan, America!


LAVIERA, T. Benedición: The Complete Poetry of Tato Laviera. Houston: Arte Público Press, 2014 (fragmento).



Nos versos desse poema, o eu lírico adota um tom de

  • A objeção aos costumes de uma geração.
  • B crítica à política monetária.
  • C celebração de uma identidade plural.
  • D homenagem à sociedade americana.
  • E exaltação da geografia porto-riquenha.
O fim da história


Não creio que o tempo Venha comprovar Nem negar que a História Possa se acabar Basta ver que um povo Derruba um czar Derruba de novo Quem pôs no lugar É como se o livro dos tempos pudesse Ser lido trás pra frente, frente pra trás Vem a História, escreve um capítulo Cujo título pode ser “Nunca Mais” Vem o tempo e elege outra história, que escreve Outra parte, que se chama “Nunca É Demais” “Nunca Mais”, “Nunca É Demais”, “Nunca Mais” “Nunca É Demais”, e assim por diante, tanto faz Indiferente se o livro é lido De trás pra frente ou lido de frente pra trás.


GILBERTO GIL. In: Parabolicamará. Rio de Janeiro: WEA, 1991.


Considerando-se o jogo de oposições presente nessa letra de canção, infere-se que a narrativa histórica
  • A está sujeita a diferentes interpretações.
  • B é construída pela relação causa e efeito.
  • C sucede-se em espaços de tempo cíclicos.
  • D limita-se a fatos relevantes de um grupo social.
  • E desenvolve-se em torno de uma mesma temática.

Jon Lord, fundador do Deep Purple, era um caso raro na música. Depois de uma carreira bem-sucedida como tecladista de duas das maiores bandas de rock do planeta, aposentou-se em 2002 para compor peças eruditas. Para ele, clássico e popular eram apenas aspectos de uma mesma entidade, a boa música. O caminho era quase natural. Tendo aprendido a tocar os clássicos no piano, Lord apaixonou-se pelo rock ao ouvir Buddy Holly e começou a tocar em combos de jazz, rhythm’n’blues e depois rock. Em 1969, aos 27 anos, ele compôs, com a ajuda do maestro Malcolm Arnold, um Concerto para grupo e orquestra, temperando a estrutura de uma peça erudita com a eletricidade agressiva da fase mais criativa do Deep Purple, a mesma equipe que comporia Smoke on the Water em 1972.

SOARES, M. Jon Lord foi um pioneiro na fusão entre rock e erudito. Disponível em: www1.folha.uol.com.br. Acesso em: 16 nov. 2021 (adaptado).


A circulação do tecladista Jon Lord (1941-2012) entre gêneros aparentemente distantes como o rock e a música erudita foi possível porque ele

  • A conheceu muitos países e culturas ao longo das constantes viagens em turnê.
  • B superou eventuais barreiras estéticas ao se abrir para novos estilos musicais.
  • C aventurou-se em novas estéticas musicais após a aposentadoria da banda.
  • D reconheceu a limitação de possibilidades de composição da música popular.
  • E adaptou-se a um repertório musical mais amplo diante do sucesso do grupo.