Questões comentadas de Concursos para Aluno Oficial

Limpar Busca

Os líderes dos movimentos nacionalistas foram instruídos pelas nações conquistadoras: Jinnah, o chefe da Liga Muçulmana; Nehru, o líder do Partido do Congresso da Índia; Dato Onn Bingaafar, na Malásia; Nkrumah, na Costa do Ouro; Bourguiba, na Tunísia, e Forhat Abbas, na Argélia. Eles conheceram a filosofia política ocidental através do ensino, da imprensa, das longas permanências nas prisões das potências coloniais e nos contatos mantidos com os partidos políticos ocidentais. (Letícia Bicalho Canêdo. A descolonização da Ásia e da África, 1994.)

Com base no excerto, conclui-se que os movimentos pró-descolonização da Ásia e da África

  • A apoiaram-se nas suas tradições locais em detrimento das influências estrangeiras.
  • B desafiaram os valores capitalistas ocidentais na ampla maioria dos países independentes.
  • C corroboraram a ideia de separação entre Estado e nação na formação do Terceiro Mundo.
  • D buscaram modelos e ideologias europeias para lutar por suas independências.
  • E organizaram sociedades multinacionais para enfrentar as reações metropolitanas contra a independência.

A história das invasões holandesas liga-se à passagem do trono português à coroa espanhola. Na medida em que havia um conflito aberto entre a Espanha e os Países Baixos, o relacionamento entre Portugal e Holanda iria inevitavelmente mudar. Mas a Trégua dos Doze Anos entre Espanha e os Países Baixos (1609-1621) deixou Portugal em situação relativamente calma. O fim da trégua e a criação da Companhia Holandesa das Índias Ocidentais (WIC) marcam a mudança do quadro.
(Boris Fausto. História do Brasil, 2007. Adaptado.)

No contexto do excerto, um dos principais alvos da Companhia Holandesa das Índias Ocidentais era

  • A a busca de uma aliança político-militar entre Portugal e a Holanda para pôr fim à chamada União Ibérica.
  • B o controle da produção açucareira na América portuguesa e do suprimento de escravizados na África.
  • C a consolidação da independência dos Países Baixos frente às constantes ameaças do Império espanhol à autonomia desses territórios.
  • D a derrota da Insurreição Pernambucana para liquidar as tentativas luso-brasileiras de expulsão dos holandeses do Nordeste.
  • E o estabelecimento de um governo holandês no território brasileiro a fim de assegurar o monopólio comercial do pau-brasil.

O novo primeiro-ministro da Grã-Bretanha, George Grenville, estava determinado a arrecadar fundos. Durante décadas, uma lei exigira que os mercadores coloniais pagassem uma tarifa alfandegária sobre o melaço que importavam. As tarifas, no entanto, pouco ajudavam a Metrópole, porque a maioria dos mercadores contrabandeava seu melaço, subornando as autoridades alfandegárias para que fizessem vista grossa. Com a Lei do Açúcar, Grenville tornou o sistema mais rígido. O Parlamento também aprovou a Lei do Selo, que exigia que os americanos comprassem papel timbrado especial para todo tipo de negócio.
(James West Davidson. Uma breve história dos Estados Unidos, 2016. Adaptado.)

Os fatos históricos mencionados no excerto relacionam-se

  • A à Petição de Direitos, assinada pelo rei Carlos I para transferir o seu poder de cobrar tributos ao parlamento britânico.
  • B ao reforço dos laços coloniais, impostos às Treze Colônias pelos britânicos após os prejuízos financeiros advindos da Guerra dos Sete Anos.
  • C à implantação dos Atos de Navegação, aprovados por Oliver Cromwell para estabelecer o uso exclusivo de navios ingleses no transporte de mercadorias para as colônias.
  • D ao despotismo esclarecido, adotado pela Coroa britânica nas suas colônias americanas durante o processo de Revolução Industrial.
  • E à política do cercamento das terras comunais nas colônias britânicas, tornando-as mais produtivas e rentáveis para a Metrópole.

A República, ou os vitoriosos da República, fizeram muito pouco em termos de expansão de direitos civis e políticos. Algumas mudanças trazidas pela Constituição dos Estados Unidos do Brasil de 1891, como a eliminação do Poder Moderador, do Senado Vitalício e do Conselho de Estado e a introdução do federalismo, tinham sem dúvida inspiração democratizante na medida em que buscavam desconcentrar o exercício do poder. Mas, não vindo acompanhadas por expansão significativa da cidadania política, resultaram em entregar o governo mais diretamente nas mãos dos setores dominantes, tanto rurais quanto urbanos.
(José Murilo de Carvalho. Os bestializados: O Rio de Janeiro e a República que não foi, 1987. Adaptado.)

As informações do excerto sobre a cidadania política justificam-se, entre outras razões, pela seguinte determinação da Constituição de 1891:

  • A os eleitores deviam comprovar renda mínima anual para participarem das eleições primárias como candidatos.
  • B as mulheres precisavam exercer função pública remunerada para participarem das eleições como eleitoras.
  • C os homens deviam ser alfabetizados para participarem do processo eleitoral como eleitores ou candidatos.
  • D os homens precisavam ter idade igual ou superior a vinte e cinco anos para serem eleitores.
  • E os eleitores deviam ser brasileiros natos, sendo vedada a participação de estrangeiros nas eleições.

Um aspecto importante no que se refere à construção de uma unidade do Império está vinculado à posição do impera- dor. Nunca se tratou de um cargo legalmente regulado, mas que delimitava uma unidade político-institucional, para além do aspecto de unidade identitária. Essa posição se manteve pouco clara do ponto de vista institucional e dependia da construção de um consenso político em torno de um indivíduo que detinha a posição mais alta nas hierarquias compósitas do Império.
(Norberto Luiz Guarinello. História Antiga, 2020.)
No contexto de formação do Império Romano, para construir o consenso político referido no excerto, o imperador Otávio Augusto

  • A reforçou a política de distribuição de trigo e de promotoria de festividades.
  • B preservou a estrutura estatal e o poder do Senado do período republicano.
  • C conservou a organização do exército e suas estratégias de combate.
  • D implementou medidas para garantir a autonomia das províncias.
  • E suprimiu a aliança política entre as elites urbanas e o poder imperial.