Questões de Imperialismo e Colonialismo do século XIX (História)

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“Por volta do ano 1500, o Império cristão da Etiópia havia atingido no plano político e cultura um nível que não voltaria a encontrar durante séculos. Ele exerceu uma influência incontestável no nordeste da África”.


(In: Silvério, Valter Roberto. Síntese da coleção História Geral da África: Século XVI ao século XX / coordenação de Valter Roberto Silvério e autoria de Maria Corina Rocha, Mariana Blanco Rincón, Muryatan Santana Barbosa. – Brasília: UNESCO, MEC, UFSCar, 2013, p. 145)



Com base na citação acima, analise as afirmativas abaixo:


I. A influência desse império e sua expansão cultural e militar eram mais marcantes no sul e no sudeste da referida região;


II. Em seu apogeu, a Etiópia mantinha relações comerciais e culturais com a Ásia, a Europa e a América;


III. Os monges etíopes do período – os principais disseminadores da educação, da arte e da ciência – eram formados na Europa e participavam tanto da vida cultural copta quanto muçulmana.



Sobre as afirmativas acima é correto afirmar:

  • A Todas as afirmativas estão corretas;
  • B Todas as afirmativas estão incorretas;
  • C Apenas a afirmativa I está correta;
  • D Apenas a afirmativa III está correta.

“Nos séculos XV e XVI, o Congo era o único Estado capaz de exercer sua hegemonia sobre toda a região, entre o planalto de Benguela e os planaltos bateke, e desde o mar até além do Rio Kwango”.

(In: Silvério, Valter Roberto. Síntese da coleção História Geral da África: Século XVI ao século XX / coordenação de Valter Roberto Silvério e autoria de Maria Corina Rocha, Mariana Blanco Rincón, Muryatan Santana Barbosa. – Brasília: UNESCO, MEC, UFSCar, 2013, p. 116)


Sobre o referido período da história do Congo é incorreto afirmar:

  • A Por volta de 1500, as fronteiras do Estado beiravam o Rio Zaire, do estuário até sua confluência com o Inkisi.
  • B Estimativas indicam que a população do Congo era entre 2 e 5 milhões de pessoas na época.
  • C O Reino era dividido entre uma grande cidade, a capital Mbanza Kongo, e o campo.
  • D Nesse período, a estrutura social era dividida em duas camadas sociais bem divididas: a nobreza e os aldeãos.

Leia o texto a seguir:

O quarto grande motivo para o desencadeamento da partilha da África foram os interesses em torno da livre navegação e do livre comércio nas bacias do Níger e do Zaire manifestado sobretudo pela Grã-Bretanha, que manifestava também o sonho de um domínio territorial cada vez mais dificultado pelos interesses de outros países europeus.

(Leila Leite Hernandez, África na sala de aula: visita à História Contemporânea. São Paulo: Selo Negro, 2005. Adaptado)

Na segunda metade do século XIX, o sonho do domínio territorial britânico abarcava os territórios

  • A do Magreb, entre o Marrocos, a Argélia e a Tunísia.
  • B do Sahel, entre o oceano Atlântico e o Mar Vermelho.
  • C do Cairo, no norte da África, ao Cabo, na África do Sul.
  • D da Costa do Marfim, localizada próxima ao Golfo da Guiné.
  • E da Etiópia, na região nordeste do continente africano.

Leia o texto a seguir:

O pensamento africano sobre a partilha e a conquista apresenta uma composição de ideias fiel à prática política de negar a dominação da civilização branca, ocidental, sobre o mundo negro. Ciosas de seu protagonismo na história, se por um lado as elites culturais africanas aceitam o conjunto de elementos econômicos como eixo impulsionador do expansionismo territorial europeu, acrescentam a esse discurso dois elementos fundamentais.

(Leila Leite Hernandez, África na sala de aula: visita à História Contemporânea. São Paulo: Selo Negro, 2005)

Um dos elementos fundamentais a que o trecho se refere é

  • A o atraso militar e tecnológico dos povos africanos.
  • B a defesa dos povos africanos como predestinados.
  • C a crítica ao etnocentrismo europeu e ao racismo.
  • D a ênfase na história da escravidão entre os africanos.
  • E o reconhecimento do primitivismo africano.

Leia o texto a seguir:

Não está claro em que momento os velhos impérios compreenderam que a Era dos Impérios acabara definitivamente. Sem dúvida, em retrospecto, a tentativa da Grã-Bretanha e da França de reafirmar-se como potências imperiais globais na aventura de Suez em 1956 parece mais condenada ao insucesso do que parecia aos governos de Londres e Paris.

(Eric J. Hobsbawm, Era dos extremos: o breve século XX: 1914-1991. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. Adaptado)

Em 1956, França e Grã-Bretanha

  • A planejaram, junto com Israel, uma operação militar para derrubar o governo nacionalista e revolucionário de Nasser, no Egito.
  • B se voltaram contra o Egito, apoiado pela União Soviética, na tentativa de impedir a posse de um governo de esquerda anti-imperialista.
  • C atacaram o Egito com o objetivo de manter a partilha da África entre as potências imperialistas, buscando frear as lutas de libertação nacional.
  • D entraram em guerra com o Egito em função do apoio do país à causa palestina, o que causava desconforto nas potências europeias.
  • E lutaram contra a independência do Egito, recém-conquistada em relação à Grã-Bretanha, e sua política de nacionalização das multinacionais.