Questões de Toxicologia Básica e Clínica (Farmácia)

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Considerando o exercício profissional farmacêutico nas análises clínicas e toxicológicas, analise as afirmações abaixo:
1. O laboratório clínico e o posto de coleta laboratorial devem ter um profissional legalmente habilitado como responsável técnico. 2. O posto de coleta laboratorial pode ter vínculo com mais de um laboratório clínico. 3. Todos os profissionais do laboratório clínico e do posto de coleta laboratorial devem ser vacinados em conformidade com a legislação vigente. 4. O CRF-PR somente permitirá responsabilidade técnica à profissionais Farmacêuticos Analistas Clínicos/Farmacêuticos-Bioquímicos que comprovem compatibilidade de horários para a efetiva assistência técnica, de acordo com os critérios descritos em Deliberação Plenária do CRF-PR. 5. O laudo deve conter a identificação e nº de registro do Responsável Técnico no respectivo conselho de classe profissional. 6. O laudo deve conter a identificação e nº registro do profissional que liberou o exame, no mesmo conselho de classe do RT.
O resultado da somatória dos números correspondentes às afirmações corretas é:

  • A 06.
  • B 10.
  • C 11.
  • D 13.
  • E 15.

A monitoração laboratorial de medicamentos é uma prática clínica laboratorial importante para identificar a ocorrência de concentrações tóxicas ou concentrações sub-terapêuticas, em pacientes internados em unidade hospitalar.
Essas diferenças interindividuais podem ser causadas por I. fatores farmacocinéticos, como capacidade de absorção, volume de distribuição do medicamento, biodisponibilidade e função renal e/ou hepática. II. fatores farmacodinâmicos, como interações medicamentosas, polimorfismo no receptor do fármaco e tolerância ao medicamento. III. fatores biológicos, como pacientes que possuem função renal diminuída, causando toxicidade mesmo com a dose dentro do intervalo terapêutico, e na infância devido à capacidade metabolizante dos medicamentos ser menor.
Está correto o que se afirma em

  • A I, somente.
  • B I e II, somente.
  • C I e III, somente.
  • D II e III, somente.
  • E I, II e III.

As intoxicações são definidas como um conjunto de sinais e sintomas tóxicos ou apenas bioquímicos provocados pela interação de um agente químico com o sistema biológico, ou seja, um desequilíbrio orgânico ou estado patológico resultante da exposição a substâncias químicas encontradas no ambiente – plantas, animais peçonhentos ou venenosos, agrotóxicos, medicamentos, produtos de uso industrial, produtos de uso domiciliar – sendo considerados como acidentes comuns na infância.
Disponível em: TAVARES, Érika Okuda et al. Fatores associados à intoxicação infantil. Escola Anna Nery, v. 17, n. 1, p. 31-37, 2013.
Uma criança, ao ingerir raticida, sofrerá um processo de intoxicação composto por 4 fases que se encontram determinadas na sessão I, as definições de cada fase estão descritas na sessão II, logo, analise as sessões a seguir:
Sessão I . Fase de Exposição II. Fase de Toxicocinética III. Fase de Toxicodinâmica I V. Fase Clínica
Sessão II A. Nesta fase ocorrem as etapas de absorção, distribuição, armazenamento, biotransformação e excreção das substâncias químicas. As propriedades físico-químicas do agente tóxico determinam o grau de acesso aos órgãos alvos, assim como a velocidade de eliminação. B. Fase em que se tem sinais e sintomas ou alterações patológicas detectáveis por exames diagnósticos, caracterizando os efeitos nocivos provocados pela interação do agente tóxico com o organismo. C. Fase em que as superfícies do organismo entram em contato com o agente tóxico, sendo que a via de introdução, a frequência e a duração da exposição, além de outros fatores físico-químicos, devam ser consideradas. D. Fase em que ocorre interação entre as moléculas do agente tóxico e os sítios alvo, específicos ou não, dos órgãos e, como consequência o aparecimento de desequilíbrio homeostático.
Das opções abaixo aquela que contêm a associação correta entre as assertivas das sessões I e II é:

  • A I A – II C – III B – IV D.
  • B B – II D – III A – IV C.
  • C I C – II A – III D – IV B.
  • D I C – II D – III A – IV B.

A exposição humana a agrotóxicos constitui um importante problema de saúde pública nacional. No Brasil, segundo dados do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (SINITOX), foram registrados 7.511 casos de intoxicação por agrotóxicos em 2014, dos quais 0,97% evoluiu para óbito. Acreditase que esses números podem estar subestimados, já que há elevada subnotificação desses eventos, estimando-se para cada caso registrado, outros 50 não são notificados.
Disponível em: QUEIROZ, Paulo Roberto et al. Sistema de Informação de Agravos de Notificação e as intoxicações humanas por agrotóxicos no Brasil. Revista Brasileira de Epidemiologia, v. 22, p. e190033, 2019.
Considere as proposições abaixo no que diz respeito as classes dos agrotóxicos e seus respectivos mecanismos de ação: I. Organofosforados e carbamatos são considerados inibidores da acetilcolinesterase fazendo com que a acetilcolina se acumule nas sinapses colinérgicas dos sistemas nervosos central, periférico, somático e autônomo, levando ao aumento da resposta póssináptica, nicotínica ou muscarínica. II. Os Inseticidas Piretróides não possuem seu mecanismo de ação totalmente elucidado, todavia dependendo da concentração, tornam-se corrosivos no trato gastrointestinal. III. O Glifosato atua diretamente nos axônios dos neurônios postergando o fechamento do canal de sódio, levando a uma hiperxcitação do sistema nervoso. IV. Em relação ao Paraquat, acredita-se que este aumente a formação de radicais livres dentro do tecido alvo, sobrecarregando ou esgotando os mecanismos fisiológicos de inativação, sendo o pulmão o principal órgão alvo.
É correto afirmar que:

  • A Apenas as assertivas II e III estão corretas.
  • B Apenas as assertivas III e IV estão incorretas.
  • C Apenas as assertivas I e II estão incorretas.
  • D Apenas as assertivas I e IV estão corretas.

Referindo-se a toxicologia ocupacional, os profissionais frentistas estão expostos a diversos solventes orgânicos presentes nos combustíveis, sendo que na gasolina tem-se o chamado BTX (Benzeno, Tolueno e Xileno). Para monitorar a exposição desses trabalhadores, pode-se realizar o monitoramento ambiental e ou o biomonitoramento dos frentistas expostos. Nesse monitoramento biológico, são dosados na urina dos expostos os metabólitos dos três solventes orgânicos presentes na gasolina (biomarcadores), sendo:

  • A Benzeno – Ácido fenilglioxílico; Tolueno – Ácido hipúrico; Xileno – Ácido mandélico.
  • B Benzeno – Ácido trans, trans-mucônico; Tolueno – Ácido hipúrico; Xileno – Ácido metil hipúrico.
  • C Benzeno – 2, 5 Hexanodiona; Tolueno – Ácido hipúrico; Xileno – Ácido mandélico.
  • D Benzeno – Ácido mandélico; Tolueno – Ácido hipúrico; Xileno – Ácido fenilglioxílico.