Questões de Hipertensão Arterial Sistêmica (Enfermagem)

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A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) tem alta prevalência e baixas taxas de controle. É considerada um dos principais fatores de risco (FR) modificáveis e um dos mais importantes problemas de saúde pública. Na técnica de mensuração da pressão arterial, após determinar a pressão diastólica no desaparecimento dos sons (fase V de Korotkoff), o Enfermeiro procederá da seguinte forma:

  • A Determinar a pressão sistólica pela ausculta do primeiro som (fase I de Korotkoff), que é, em geral, fraco seguido de batidas regulares, e, após, aumentar, ligeiramente, a velocidade de deflação.
  • B Palpar a artéria braquial, na fossa cubital, e colocar a campânula ou o diafragma do estetoscópio sem compressão excessiva.
  • C Estimar o nível da pressão sistólica pela palpação do pulso radial. O seu reaparecimento corresponderá à PA sistólica.
  • D Auscultar cerca de 20 a 30 mmHg abaixo do último som para confirmar seu desaparecimento e depois proceder à deflação rápida e completa.
As Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial (2020), conceituam a hipertensão arterial (HA) como uma doença crônica não transmissível (DCNT) definida por níveis pressóricos, em que os benefícios do tratamento (não medicamentoso e/ou medicamentoso) superam os riscos. Trata-se de uma condição multifatorial, que depende de fatores genéticos/epigenéticos, ambientais e sociais, caracterizada por elevação persistente da pressão arterial (PA), ou seja, PA sistólica (PAS) maior ou igual a 140 mmHg e/ou PA diastólica (PAD) maior ou igual a 90 mmHg, medida com a técnica correta, em pelo menos duas ocasiões diferentes, na ausência de medicação anti-hipertensiva. São considerados fatores de risco para a HÁ:
  • A Em torno de 65% dos indivíduos acima dos 60 anos apresentam HÁ.
  • B A etnia é um fator de risco importante para a HA, e condições socioeconômicas e de hábitos de vida são fatores menos relevantes.
  • C A relação entre o excesso de peso (sobrepeso/obesidade) e os níveis de PA ainda não estão bem estabelecidos nos estudos.
  • D Há uma associação indireta entre sedentarismo, elevação da PA e da HÁ.
  • E Entre os fatores socioeconômicos, podemos destacar maior escolaridade, além de maior renda familiar, como fatores de risco significativo para HA.

A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma condição clínica multifatorial caracterizada por níveis elevados e sustentados de pressão arterial (PA). Associa-se, frequentemente, a alterações funcionais e/ou estruturais dos órgãos-alvo (coração, encéfalo, rins e vasos sanguíneos) e a alterações metabólicas, com consequente aumento do risco de eventos cardiovasculares fatais e não fatais (VI Diretrizes Brasileiras de Hipertensão, 2010). Com base na técnica correta de mensuração da pressão arterial, proposta pelo Ministério da Saúde, após o passo 8, determinar a pressão diastólica no desaparecimento dos sons (fase V de Korotkoff), o técnico em enfermagem deverá:

  • A Determinar a pressão sistólica pela ausculta do primeiro som (fase I de Korotkoff), que é em geral fraco seguido de batidas regulares, e, após, aumentar, ligeiramente, a velocidade de deflação.
  • B Inflar, rapidamente, até ultrapassar 20 a 30 mmHg o nível estimado da pressão sistólica, obtido pela palpação.
  • C Proceder à deflação, lentamente (velocidade de 2 mmHg por segundo).
  • D Palpar a artéria braquial na fossa cubital e colocar a campânula ou o diafragma do estetoscópio sem compressão excessiva.
  • E Auscultar cerca de 20 a 30 mmHg abaixo do último som para confirmar seu desaparecimento e depois proceder à deflação rápida e completa.

Em relação aos fatores de risco que podem levar a pessoa a se tornar hipertensa, assinale a alternativa INCORRETA.

  • A Alimentação inadequada.
  • B Uso do cigarro.
  • C Baixo de peso.
  • D Ingestão de bebidas alcoólicas em excesso.

Compete aos Agente Comunitários de Saúde na abordagem da hipertensão arterial e do diabetes mellitus relacionadas aos Programas Ministeriais de Saúde:

  • A Encaminhar à consulta de enfermagem os indivíduos rastreados como suspeitos de serem portadores de hipertensão.
  • B Fornecer medicamentos para o paciente em tratamento, quando da impossibilidade do farmacêutico.
  • C Realizar consulta de enfermagem, abordando fatores de risco, tratamento não medicamentoso, adesão e possíveis intercorrências ao tratamento.
  • D Controlar o estoque de medicamentos e solicitar reposição, seguindo as orientações do enfermeiro da unidade, no caso de impossibilidade do farmacêutico.