Importante destacar que a escola é um ambiente de diferentes aprendizagens sistemáticas: os valores, as atitudes, os símbolos e as concepções são traços tão importantes quanto o desenvolvimento de conhecimentos e de habilidades cognitivas. Assim a influência dos movimentos sociais na historiografia e os balanços historiográficos que associam as lutas antirracistas e do movimento negro no mundo atlântico com a história da historiografia da escravidão, o movimento socialista com a história social do trabalho ou, ainda, a influência do feminismo no surgimento do campo da história das mulheres e, depois, do gênero de uma maneira mais geral. Tendo no dicionário o conceito de Feminismo como sendo Movimento que combate a desigualdade de direitos entre mulheres e homens. [Por Extensão] Ideologia que defende a igualdade, em todos os aspectos (social, político, econômico), entre homens e mulheres. Sobre os movimentos sociais, o feminismo, a escola e os saberes históricos, analise as alternativas abaixo e assinale a incorreta:
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A Ângela Davis, professora e filósofa socialista estadunidense, teve notoriedade mundial na década de 1970, pois lutou pelos direitos civis dos afroamericanos e pelas questões de gênero. Davis aborda o feminismo por uma perspectiva antirracista e marxista, articulando questões de raça, classe e gênero. Desde esse período, sob pressão dos novos movimentos sociais, especialmente o movimento negro e os movimentos de mulheres, novas questões se impunham à historiografia em todo o mundo. Os movimentos feministas trouxeram a questão do gênero, pensada como construção relacional, para a agenda historiográfica.
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B A problemática do gênero, entendida como produto de relações de poder e de construções históricas relacionais, implicou uma ampla revisão de escopo internacional nas análises clássicas sobre movimentos de trabalhadores ou sobre a história social da escravidão. No mundo da fábrica, a exclusão da mulher do mundo do trabalho foi, desde o início, apenas parcial, apesar de existirem, obviamente, marcantes desigualdades de gênero no universo operário.
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C O Brasil avançou com políticas afirmativas, como a Lei de Cotas (Lei nº 12.711/2012), que possibilitou maior acesso de pessoas negras ao ensino superior, e no caso de violência doméstica sofrido por Maria da Penha Maia Fernandes que levou à criação da Lei Maria da Penha (2006), uma das mais importantes legislações de proteção às mulheres no Brasil. A lei tornou mais rígidas as penas para crimes de violência doméstica e familiar contra a mulher, marcando um avanço importante na luta contra a violência de gênero, assim como em defesa de direitos, na formulação de políticas públicas e na construção de alternativas para um país mais igualitário.
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D Em meio à escuridão científica, cultural e social geralmente associada à era medieval na Europa, importantes pontos de luz lutaram contra esse apagão humanístico e foram precursores de movimentos que perduram até hoje, como o feminismo e os direitos das mulheres na sociedade. Um desses pontos iluminados é a robusta obra da escritora franco-italiana Christine de Pizan que, no período compreendido entre o final do século 14 e começo do 15, foi a responsável por levantar e discutir questões muito atuais, como a violência sexual contra as mulheres, o combate à misoginia praticada pelos homens e a igualdade de gênero masculino e feminino.
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E Malala Yousafzai indicada, mas não vencedora, ao Nobel da paz, a jovem paquistanesa que luta pelo direito à educação das meninas, sobrevivente da violência extremista do Talibã também é uma figura feminista de grande impacto global, após ser baleada quando voltava para casa em um ônibus escolar, desafiando os talibãs locais que impedem as jovens de frequentar a escola. Em 2018, esteve no Brasil, ela falou sobre empoderamento feminino e anunciou o Fundo Malala que irá patrocinar três escolas brasileiras que lutam pela educação de meninas, duas delas no Nordeste.