Resumo de Educação Artística - Origem do Carnaval

A maior festa popular do Brasil

Engana-se quem pensa que essa é uma festa originalmente brasileira. Ao estudarmos a História e Origem do Carnaval, descobrimos que a comemoração é datada desde a Antiguidade. 
O carnaval é uma das festas populares que é realizada em diferentes partes do mundo, porém é mais famosa no Brasil pela forma como é celebrada. Apesar de ser uma festividade secular, tradicionalmente, o carnaval está relacionado ao catolicismo, tendo em vista que ele ocorre antes da Quaresma
Tanto a data quanto o nome envolve o contexto religioso. O termo “carnaval” tem origem no latim “” que significa “retirar a carne”. A Igreja Católica instituiu esse período de jejum que devia ser praticado durante a Quaresma com o objetivo de controlar os prazeres mundanos. 
A festa que é realizada hoje no Brasil se aproxima e muito do que foi praticado há séculos, embora que mesmo com o passar dos anos, muitas tradições e costumes tenham mudado. Para saber mais sobre a História e Origem do Carnaval e o porquê da festa se apresentar dessa forma nos dias atuais, continue a leitura!

História e Origem do Carnaval 

De fato, o Carnaval tem uma relação direta com o jejum que acontece na Quaresma, período que antecede a Páscoa Cristã, mas muito se diz que essa é uma festa que remonta a Antiguidade. 
Ao analisar alguns fatos que ocorreram no passado, muitos historiadores afirmam que essa celebração pode ter tido influência de festas que ocorriam na Antiguidade. Sendo assim, a origem do carnaval é bem mais antiga do que muitos imaginam. 
Na Babilônia, por exemplo, havia duas festas que assemelhavam-se a algumas tradições carnavalescas. As “Sacéias” eram uma festividade em que um prisioneiro ocupava de forma figurativa o lugar do rei. Nesse tempo, ele se vestia como o rei, se alimentava nos aposentos reais e, até mesmo, dormia com suas esposas. Ao final da Sacéia, ele era chicoteado e morto. 
Outro exemplo de rito que pode ter dado origem ao carnaval acontecia durante a comemoração do ano novo, na Civilização Mesopotâmica. Próximo ao equinócio da primavera, o rei ia até o templo para ser surrado em frente à estátua de Marduk, considerado um dos primeiros deuses dos povos mesopotâmicos. O ritual tinha por objetivo mostrar que o rei deveria ser submisso à divindade, por isso ele perdia seus emblemas e era humilhado à frente de todos. Mas, logo depois ele assumia o trono novamente. 
Analisando assim, fica difícil encontrar similaridades entre essas cerimônias e o Carnaval. Mas um ponto em que elas têm em comum é o da inversão de papéis sociais. Um prisioneiro que se transforma em rei e um rei que é humilhado e se submete ao seu deus. Essa mesma troca acontece no Carnaval quando homens se vestem de mulheres e vice-versa ou quando incorporam outras personalidades e absorvem as fantasias. 
Há quem defenda que a origem do carnaval também pode estar associada aos bacanais ou como também são chamadas, as festas dionisíacas. As orgias que eram dedicadas ao deus do vinho Baco (para romanos) ou Dionísio (para gregos) também está associada a entrega aos prazeres da carne e embriaguez, como ocorre no carnaval. 

Celebração do carnaval na Europa

Nos carnavais da História Medieval, aproximadamente no século XI, muitos homens jovens se fantasiavam de mulheres e saíam pelos campos durante a noite. Esse era um costume que ocorria no período fértil para a agricultura. Para a tradição, eles eram habitantes da fronteira que dividia o mundo dos vivos e dos mortos, por isso eram aceitos pelas casas em que passavam e lá comiam, bebiam e recebiam o amor das mulheres que moravam na residência.
Alguns séculos se passaram até o período do Renascimento. Nas cidades italianas nascia a , um tipo de teatro popular. As apresentações teatrais desse movimento tinham como principais características o uso de máscaras e muita improvisação, além da incorporação de papeis caricaturados. Nesse período também se tornaram comuns os desfiles, carros decorados eram acompanhados pelas pessoas e canções que eram criadas para essa finalidade. 


Tanto na Idade Média como na Idade Moderna, o Carnaval apresentava as mesmas características. Era um momento de diversão, de subversão, de libertação, um período em que as pessoas podiam se ver livres de restrições e assumir outras identidades. 
Obviamente, as festas carnavalescas sempre foram motivo de conflito entre os religiosos. E na tentativa de manter um controle mais rigoroso sobre o que acontecia durante as festas, a Igreja Católica buscou dar um novo significado ao Carnaval. 

Como o carnaval se tornou uma festa católica

O carnaval não se tornou uma festa católica no sentido de ser apreciada pelos religiosos. Longe disso. A verdade é que as celebrações pagãs eram muito comum e populares, o que não era visto com bons olhos pela Igreja. Além de serem festas seculares e que derivavam dos culto às divindades, a Igreja católica achava escandaloso a inversão das posições sociais, pois acreditava que, posteriormente, as pessoas também podiam inverter a relação entre Deus e o diabo. 
Como a Igreja Católica foi ganhando poder, durante a Alta Idade Média, foi decidido que a festa ganharia um significado mais cristão. Dessa forma, o seria um período em que as pessoas podiam realizar suas festividades e cometer todos os excessos, porque logo em seguida vinha a Quaresma, um período de 40 dias em que as pessoas se santificariam para a celebração da Páscoa. 

História e Origem do Carnaval no Brasil

A Origem do Carnaval no Brasil remete ao período colonial. Na época, havia uma brincadeira de origem portuguesa chamada entrudo, essa foi uma das primeiras manifestações carnavalescas no país.
O entrudo era um jogo em que os escravizados saíam às ruas jogando água, farinha, polvilho, limão de cheiro, tinta, café, lama e até mesmo urina umas nas outras. Essa prática também antecedia o período da Quaresma e tinha a mesma finalidade: a possibilidade de fazer as pessoas de libertarem. Como o jogo era considerado violento e ofensivo pela elite brasileira, o entrudo foi proibido em 1841, mas a prática continuou até meados do século XX. 
Embora as pessoas das classes sociais mais altas da sociedade da época desprezassem a brincadeira popular, também queriam novas formas de celebrar o carnaval. Foi aí que começaram a surgir os bailes de máscaras, que geralmente ocorriam nos salões e teatros. Mas a festa logo ganhou as ruas. Começavam a aparecer os cordões de rua, voltado para as classes mais baixas. Daí em diante, surgiram os ranchos, corsos, escolas de samba. 
Em um período mais recente, a tradição ganhou os frevos, afoxés, maracatus, marchinhas e cada dia que passa, outros gêneros musicais são incorporados ao Carnaval do Brasil. Em algumas cidades, o carnaval de rua ainda guarda elementos do entrudo. Em Salvador, as “guerras de água” são muito comuns em alguns blocos. 
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