Resumo de Educação Artística - Minimalismo

Conheça a origem e as linguagens influenciadas por esse movimento 


O termo minimalismo diz respeito aos movimentos estéticos e culturais que estimulam a redução dos recursos e elementos utilitários para construção de experiências artísticas e estéticas baseadas no que é considerado essencial. Esses movimentos podem ser observados na arquitetura, nas artes plásticas, no design, na música e até mesmo na tecnologia. 
A origem do termo minimalismo é localizada na expressão da língua inglesa “”. O termo denominava os movimentos estéticos, culturais e científicos surgidos em Nova York, na segunda metade do século XX, mais especificamente entre os anos finais da década de 1950 e início da década 1960. A construção minimalista está presente nas peças de Samuel Becket, filmes de Robert Bresson e contos de Raymond Carver, por exemplo. 
Atualmente, o minimalismo não se constitui apenas como um movimento ligado às construções artísticas. Ele extrapola esses limites e se expande, cada vez mais, como estilo de vida que redefine a cultura. Nesse sentido, ele aposta na simplicidade e redução do consumismo, podendo ser aplicado a aspectos do cotidiano, como alimentação, vestuário e outros. 

Aspectos gerais sobre o minimalismo 


O minimalismo surge como uma forma de construção artística. Nesse momento, ele é caracterizado pela utilização de poucos recursos para produzir obras que apresentavam ambiguidade de traços da pintura e escultura. Essas peças eram construídas com uso mínimo de cores e formas geométricas simples. No campo das artes, Robert Morris, Dan Flavin, Sol LeWitt, Donald Judd e Frank Stella impulsionam a estruturação do movimento. 
Através de suas produções, esses artistas ensaiavam as possibilidades de composição estética por meio de estruturas bi ou tridimensionais. Essas peças rompiam com as limitações de suporte existentes para a pintura e a escultura, ao mesmo tempo em que apresentava elementos de ambas as linguagens. Na época, elas eram tratadas como “objetos” ou “não-objetos” e constituem o que hoje foi popularizado como instalações
No período de surgimento do minimalismo, houve uma valorização das formas geométricas simples, puras, simétricas e repetitivas. Isso se justifica pela influência do construtivismo russo, cuja principal característica era a busca de uma linguagem universal para subsidiar a expressão artística. Além do construtivismo, a vanguarda russa e o modernismo vão influenciar o minimalismo por apresentar artistas cuja produção é fortemente marcada pelo uso mínimo dos recursos. 
Dentro da concepção minimalista presente nos primeiros trabalhos do movimento, as peças não expressavam qualquer ideia prévia ou emoção do artista. Tratavam-se apenas de objetos materiais e não veículos portadores de sentido. 

As construções minimalistas nas distintas linguagens 


Como dito anteriormente, o minimalismo surge como movimento ligado à pintura e a escultura, mas se difunde pelas diferentes linguagens artísticas e visuais. Nesse sentido, ele influencia campos de atividade como a programação visual, o design, o desenho industrial e a arquitetura. Em todos esses campos, a produção minimalista é vista como sinônimo de beleza e sofisticação. 

Nesta sessão do artigo, vamos conhecer as características que esse movimento artístico impõe a algumas das linguagens que influenciou, bem como algumas das personalidades que adotaram os ideais minimalistas nos seus trabalhos. Confira! 
Design 
Contraste de cor, valorização dos espaços em branco, organização e equilíbrio, tipografia simples e limpa. Esses são os principais elementos que caracterizam o design minimalista, que surge na década de 1980 e se opõe aos movimentos pós-modernos do design, a exemplo de Memphis e Alchymia, ao propor a utilização de cores neutras. 
O minimalismo no design é representado por Philippe Starck (1949), Shiro Kuramata (1934-1991) e John Pawson (1949). 
Música 
Na música, o minimalismo é expresso pela economia de notas musicais. Os compositores descritos como minimalistas compõem músicas que abusam da repetição ou estaticidade. Em geral, os ritmos são quase hipnóticos. Essas características são observadas, com maior frequência, nas músicas eletrônica e psicodélica, e em algumas composições de pop rock. Entre os nomes da música minimalista estão Philip Glass (1937), Steve Reich (1936) e Arvo Part (1935). 
Literatura
Na literatura, a economia de palavras vai denotar a influência minimalista na construção narrativa. Esse tipo de construção literária requer uma participação ativa do leitor na construção da história, já que os contextos são sugeridos em vez de demarcados por advérbios. No Brasil, a produção dos minicontos caracteriza esse tipo de construção narrativa e tem Edson Rossatto, Carlos Seabra, Tiago Moralles e Samir Mesquita como representantes do movimento. 
No contexto norte-americano, a figura de Ernest Hemingway é apontada como raiz da literatura minimalista. Em “Hills Like White Elephantes”, o autor força seu leitor a identificar a entonação da fala dos personagens, já que esse dado nunca é explicitado. Para isso, é preciso se ater ao diálogo, em especial às respostas obtidas a partir de cada fala. Outro nome importante para o gênero é Ernest Hemingway (1899 -1961). 
Arquitetura 
A arquitetura minimalista surge como uma convergência de traços das culturas japonesa e escandinava com movimentos artísticos europeus, nomeadamente o cubismo e o construtivismo. Os projetos arquitetônicos de caráter minimalista valorizam o uso de materiais, como o vidro, o ferro e a madeira. E as construções apresentam formas geométricas com predomínio de linhas retas e os ângulos demarcados. 
Os espaços projetados a partir de uma arquitetura minimalista priorizam o essencial e, desse modo, a funcionalidade. A Casa Schröder é apontada como um dos primeiros exemplos de projeto minimalista. A obra é do arquiteto holandês Gerrit Rietveld. 
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