Resumo de Educação Artística - Lendas do folclore

As lendas do folclore são um importante elemento da cultura brasileira, pois compreendem um conjunto de estórias e narrativas contadas pelo povo e transmitidas de geração para geração.

Com o tempo, algumas dessas lendas foram encantando, bem como assustando quem as escutava, mas, sobretudo, representando características dos povos (indígenas, europeus e africanos) que as inventaram.

Personagens das lendas do folclore

Entre os principais personagens do folclore brasileiro estão: o saci pererê, a iara, a mula sem cabeça, a cuca, o boitatá, o lobisomem, o boto, o curupira, a vitória régia, a caipora, o corpo seco, a comadre fulozinha, a cobra grande, o negrinho do pastoreiro e a erva-mate.

Veja o resumo dos personagens que o Guia Estudo separou.

Saci pererê

Essa é umas das lendas do folclore mais conhecidas. O personagem é de origem tupi-guarani, representado por um menino negro, sem camisa, vestindo um short vermelho, descalço e somente com uma perna.

O saci surge de um redemoinho, fumando um cachimbo e usando uma carapuça vermelha que lhe dá poderes mágicos. Entre as travessuras que ele gosta de aprontar estão: assustar as pessoas, trançar o rabo dos cavalos, esconder objetos, etc.

Iara

A iara ou mãe d’água, como também é conhecida, foi inventada pelo povo Tupi. A personagem é descrita como uma sereia de beleza exuberante, cabelos longos e negros, e dona de uma voz hipnotizante capaz de atrair os homens desavisados.  

A lenda diz que iara era uma bela índia e por isso despertava a inveja de muitas pessoas, inclusive, a de seus irmãos que, na tentativa de resolverem esse problema, levou ela para a floresta para matá-la.

No entanto, iara foi quem matou os seus irmãos e, como forma de punição, foi lançada no encontro do Rio Negro e Solimões. Agora, ela atrai os pescadores navegantes com a força do seu canto e com o intuito de matá-los.

Mula sem cabeça

Entre as lendas do folclore esta personagem é descrita como um monstro, representado por uma mula sem cabeça, que solta fogo pelo pescoço e assusta pessoas e animais. A lenda diz que a maldição se formou no momento em que uma mulher namorou um padre, logo, o seu castigo foi ser transformada em mula.

Cuca

A cuca é uma das lendas do folclore mais conhecida pelas crianças, principalmente pelas mais teimosas. Apesar de estar presente na canção de ninar, a cuca foi inventada para assustar crianças que não gostam de obedecer aos pais, assim, elas são levadas por uma velha, feia, malvada e com cara de jacaré.

Boitatá

Embora tenha origem tupi-guarani, a lenda do boitatá pode variar conforme a tradição de cada região, podendo ser conhecida também como: baitatá, biatatá, bitatá e batatão.

Na linguagem indígena, o nome quer dizer: “cobra de fogo”, pois uma serpente de fogo é a inspiração deste personagem. A lenda diz que o boitatá protege a mata e os animais. Além disso, a pessoa que olha nos seus olhos fica cega.  

Lobisomem

O lobisomem é um personagem de origem europeia, mas que foi incorporado as lendas do folclore brasileiro. O ser é descrito como um monstro misturado a características de um homem. O personagem aparece nas encruzilhadas durante a lua cheia em busca de alimento e sangue.

Um das variações da lenda diz que o lobisomem aparece como o oitavo filho após o nascimento de sete mulheres.

Boto

O boto cor de rosa é uma lenda de origem amazônica. A estória relata que o animal, em noites de festas, sai das profundezas do mar incorporado em um belo corpo de homem para atrair mulheres. O objetivo é levar essas mulheres para o fundo do rio e acasalar. Por isso, é comum dizer que algumas crianças são filhas de boto, quando a paternidade é desconhecida.

Curupira

Assim como o saci pererê, o curupira é outro personagem das lendas do folclore, que adora fazer travessuras.  Na língua tupi guarani dos índios brasileiros, curupira quer dizer: “corpo de menino”.

Como bom protetor da fauna e da flora que é, ele confunde os destruidores da natureza ao assobiar e deixar pegadas do seu pé ao contrário (virado para trás).

Vitória régia

A vitória régia é também conhecida como a estrela das águas. A lenda é de origem indígena e amazônica, uma vez que explica o surgimento da vegetação cujo nome é o mesmo da personagem.

A estória conta que uma índia de nome Naiá se apaixona por Jaci, um deus-lua que costuma namorar as moças bonitas da aldeia. Um belo dia a índia apaixonada resolve sentar-se à beira do rio e esperar por Jaci. Ao ver a lua refletida nas águas, acredita ser ele e tenta beijá-lo.

No entanto, a índia cai na água e morre afogada. Comovido pelo acontecido, Jaci, então, a transforma em vitória-régia que, segundo a lenda, sempre se abre à luz da lua.

Caipora

Protetora dos animais e da floresta, a caipora é uma personagem popularmente conhecida das lendas do folclore e de origem indígena. Na mata, ao perceber que caçadores querem atacar a região, a personagem lendária solta uivos fortes e altos para assustar os predadores.

A depender da região, ela pode ser representada por um menino ou uma menina de pele escura, cabelos vermelhos e montada sobre um “porco” do mato.

Negrinho do pastoreiro

Personagem nativo do da região sul do país, o negrinho do pastoreiro tem origem afro-cristã, pois a lenda conta a estória de um menino negro e escravo que tinha uma patrão muito maldoso.

Num dia atípico, o negrinho do pastoreiro foi pastorear um dos cavalos e acabou perdendo o animal. Na tentativa de puni-lo seu patrão o lança sobre um formigueiro, mas, ao acordar, a lenda conta que o menino reaparece ao lado da Virgem Maria e reencontra o cavalo.

Diz a lenda que: a pessoa que perde algum objeto na noite, acende uma vela e pede a ajuda do negrinho pastoreiro para encontrá-lo.

Corpo seco

Entre as lendas do folclore, talvez essa seja uma das mais assustadoras. Ela conta a estória de um homem que, quando vivo, maltratava todos ao seu redor, inclusive, a sua mãe. Então, quando morre ele é rejeitado pela terra e vive como uma alma penada perambulando pelo cemitério.

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