Resumo de Educação Artística - Cores Terciárias

União de cores

No total, existem seis cores terciárias. Elas são denominadas assim, pois são formadas por meio da combinação entre uma cor primária e outra secundária. São classificadas como cores terciárias: 

Vermelho-arroxeado – vermelho e roxo;
Azul-esverdeado – azul e verde;
Azul-arroxeado – azul e roxo;
Vermelho-alaranjado – vermelho e laranja;
Amarelo-alaranjado – amarelo e laranja;
Amarelo-esverdeado - amarelo e verde. 

É importante lembrar que as cores, mesmo as cores terciárias, são faixas de luz que podem ser captadas pelos nossos olhos. Para entender um pouco mais sobre como as cores são perceptíveis, é importante conhecer a teoria das cores. 

Teoria das Cores

A teoria das cores nada mais é do que um estudo profundo sobre as cores, desde a sua formação, fisiologia, à forma como o nosso cérebro interpreta as informações e também como elas são aplicadas e acabam influenciando o nosso dia a dia.  Seja em cartazes, outdoors, peças de comunicação visual, ou em estampas, cadernos e móveis de decoração, a presença das cores já se tornou tão comum no cotidiano, que dificilmente as pessoas param para refletir sobre o tipo de influência que elas exercem sobre nós. 
De acordo com essa teoria, cada cor age de uma forma diferente no ser humano. E por saber disso, vários setores, como os alimentícios, por exemplo, as manipulam para passar uma mensagem ou estimular uma sensação.  Por exemplo, nas praças de alimentação dos shoppings centers, a maioria dos estabelecimentos tem em suas decorações as cores vermelho ou amarelo. Isto porque, além de chamar à atenção, essas cores estimulam a fome. Mas como o cérebro faz essa interpretação?


Como as cores são processadas?

Conhecer as teorias e também a psicologia das cores é extremamente importante para todos aqueles que desejam trabalham no ramo artístico, publicitário, de comunicação ou designer, porque a partir dessas informações é possível desenvolver técnicas e estratégias para atrair a atenção das pessoas. Mas, antes de entender a parte psicológica do assunto, é preciso saber como as cores terciárias, primárias e secundárias são processadas.
Vários artistas e pintores se dedicaram ao estudo das cores no decorrer da história.  Só que uma definição mais exata vai surgir no ramo da física, com os estudo de Isaac Newton, no século XVII. Em uma de suas observações com um prisma (um sólido transparente) o astrônomo identificou que:
O prisma era capaz de desviar a luz e separar em feixes coloridos um feixe de luz branca posto sobre ele. Newton constatou ainda que, na divisão dos feixes coloridos, apareciam sete cores: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta, que também são as cores do arco-íris.


A partir dessas informações, descobriu-se que as cores são faixas de ondas que podem ser vistas pelo olho humano, já o comprimento das ondas possibilita a definição das cores. Isso quer dizer que a cor não existe de forma palpável, ou concreta, mas é uma sensação que o olho produz através da impressão que é produzida na retina do olho, por meio da luz espelhada pelos objetos.
Com o passar do tempo, outros pesquisadores formularam teorias que buscavam elucidar a questão que envolvia a sensibilidade do olho humano às cores. Thomas Young e Hermann von Helmholtz apresentaram uma tese que afirmava o seguinte: dentro do olho existem receptores capazes de processar a luz, eles são compostos por três tipos de nervos e conseguem identificar uma região do espectro luminoso: o vermelho, verde e azul. As demais cores que conseguimos identificar, nada mais são do que a soma dessas três cores, que posteriormente foram denominadas de cores primárias.
Se você parar para olhar em sua volta, verá cor em absolutamente tudo. Uma porta marrom, um vaso vermelho, um tapete amarelo, mas o que de fato acontece é que vemos a cor que esses objetos refletem.  O processo funciona da seguinte forma: os objetos recebem todas as cores e as absorvem, exceto a que vemos, pois essa é a cor que eles refletem para nós.

Segundo a teoria das cores, elas podem ser classificadas em 


Cores Primárias – ou cores puras, fazem parte desse grupo o vermelho, azul e amarelo.
Cores Secundárias – compostas pela junção de duas cores primárias, a exemplo da cor verde ou laranja.
Cores Terciárias – mistura de uma cor primária com uma secundária, como o vermelho-arroxeado.


Há duas cores que não cabem nessas classificações, são elas o preto e o branco. A cor branca corresponde a junção de todas as cores do espectro, já a cor preta é a ausência de cor, porque ela é formada a partir da inexistência de luz. 


Cores Terciárias, primárias, secundárias

Por definição as cores primárias são aquelas que não podem ser desintegradas em outras cores, mas quando combinadas criam outras. As cores primárias podem ser classificadas ainda como aditivas ou subtrativas. 
Aditivas – a cor surge por meio da incidência do raio de luz, ou seja, o objeto emite a luz.

Subtrativas – a cor surge através da absorção da luz, ou seja, é possível ver a cor que não foi absorvida pelo objeto.

Já as cores terciárias e secundárias são provenientes da mistura das primárias. 



Outras classificações


Além de serem definidas como cores terciárias, primárias e secundárias, as cores possuem outras especificações, como suas propriedades, são elas:

Matiz a matiz é o próprio nome da cor, ou o que é possível perceber através da luz refletida, por exemplo: vermelho, azul, amarelo.
Saturação – também chamada de croma, faz referência à pureza da cor. A saturação pode ser indicada de acordo com a quantidade de cinza que a cor tem, ou seja, essa é uma propriedade que pode ser ajustada quando adicionamos quantidades de cinza. Quanta mais pura, mais saturada, quanto mais cinza, menos saturada é a cor.
Brilho – também conhecido como luminosidade, faz referência a ausência ou presença de claridade. As cores podem ser mais luminosas do que as outras, mas a variação da luminosidade também pode ocorrer ao adicionar o branco (conferindo mais luz) ou preto (diminuindo a luminosidade).
As cores terciárias, primárias e secundárias também têm temperaturas, mas essa é uma característica mais subjetiva, pois depende diretamente de quem as visualiza.
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