Questão 4 Comentada - Secretaria de Estado da Educação da Paraíba (SEE -PB) - Professor de Educação Básica IV Matemática - IDECAN (2025)

BACTÉRIA REGULA O APETITE HUMANO POR DOCES

Ela vive no intestino - e produz uma substância que influencia o cérebro.


A Bacteroides Vulgatus, que vive no intestino humano, está relacionada a uma preferência alimentar: pessoas com baixos níveis dessa bactéria sentem maior desejo por doces. Essa foi a conclusão de um estudo publicado por cientistas de duas universidades chinesas, que fizeram experiências em ratos de laboratório e também analisaram 84 voluntários humanos. Primeiro, nas cobaias, os pesquisadores desligaram um gene chamado Ffar4 (sigla em inglês para "receptor de ácidos graxos 4"). Isso teve dois efeitos: reduziu a quantidade da bactéria B. vulgatus no intestino deles, e elevou o apetite dos animais para alimentos doces. Depois, os cientistas examinaram a microbiota dos voluntários humanos - e descobriram que as pessoas que comiam mais doces carregavam menos B. vulgatus no intestino. Essa bactéria funciona como um freio para o apetite: ela secreta ácido pantotênico, uma substância que estimula o organismo a produzir o hormônio GLP-1, que age no cérebro controlando o apetite (uma versão sintética dele é o princípio ativo do Ozempic e de medicamentos similares). A descoberta pode levar à criação de um tratamento probiótico para o emagrecimento, baseado na suplementação de B. vulgatus.


Revista Superinteressante, 472 Ed. Fevereiro de 2025.


O pronome isso, em “Isso teve dois efeitos”, faz referência, no texto, ao(à)

  • A conclusão de um estudo publicado por pesquisadores de duas universidades chinesas.
  • B análise da microbiota de 84 voluntários humanos.
  • C desligamento de um gene chamado Ffar4.
  • D elevação do apetite das cobaias por alimentos doces.
  • E redução da quantidade da bactéria B. vulgatus em humanos.

Gabarito comentado da Questão 4 - Secretaria de Estado da Educação da Paraíba (SEE -PB) - Professor de Educação Básica IV Matemática - IDECAN (2025)

O pronome demonstrativo "isso" atua como elemento anafórico, retomando um segmento textual anterior de forma coesa. No contexto da notícia, a oração anterior ao período em questão é: "[...] os cientistas desligaram um gene chamado Ffar4 em cobaias.". A análise sintático-semântica confirma que a referência é direta e imediata. A ação de desligar o gene Ffar4 constitui o antecedente causal que, de fato, gerou os "dois efeitos" subsequentes descritos no texto (aumento do apetite por doces e alt...

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