Questão 20 Comentada - Instituto Militar de Engenharia (IME) - Engenheiro - Exército (2018)

A respeito do “conceito de erro em língua”, o gramático Luiz Antônio Sacconi, em sua obra “Nossa Gramática – Teoria e Prática”, afirma:


“Em rigor, ninguém comete erro em língua, exceto nos casos de ortografia. O que se comete são transgressões da norma culta. De fato, aquele que, num momento íntimo do discurso, diz: “Ninguém deixou ele falar”, não comete propriamente erro; na verdade, transgride a norma culta. (…) Vale lembrar, finalmente, que a língua é um costume. Como tal, qualquer transgressão, ou chamado erro, deixa de sê-lo no exato instante em que a maioria absoluta o comete, passando, assim, a constituir fato linguístico (registro de linguagem definitivamente consagrado pelo uso, ainda que não tenha amparo gramatical).”

SACCONI, Luiz Antônio. Nossa Gramática – Teoria e Prática – 18ª ed. Reformada e atual. São Paulo: Atual, 1994. pp. 8 e 9.


Considerando o conceito de “erro em língua”, exposto acima, assinale a alternativa em que se apresenta uma transgressão da norma culta considerada “fato linguístico”?

  • A Eu não sei aonde o elefante quer chegar.
  • B Ana Lins Bretas, cujo pseudônimo era Cora Coralina, foi uma grande escritora brasileira.
  • C “E há por fim os olhos, / onde se deposita / a parte do elefante” (texto 2, versos 19 a 21).
  • D “Ele não encontrou / o de que carecia, / o de que carecemos,” (texto 2, versos 86 a 88).
  • E É uma das poucas opiniões do poeta onde existe uma controvérsia.