Questão 11 do Concurso Instituto de Previdência dos Funcionários Públicos do Município de Paulínia - São Paulo (PauliPrev - SP) - Agente Previdenciário (2018)

Leia o texto para responder à questão.

Sentado no coletivo, observo a roupa que cada um está usando e fico imaginando como escolheu aquele modelito pra sair de casa.
Tem de tudo. Gente bem vestida, gente de qualquer jeito, bom gosto, mau gosto, roupa limpa, roupa suja.
Toda vez que penso nisso, lembro-me do poeta Paulo Leminski, com quem trabalhei no final dos anos 1980. Leminski era o que chamamos de “figuraça”. Fazíamos o Jornal de Vanguarda juntos na TV Bandeirantes.
Lema, como o chamávamos, ia trabalhar de qualquer jeito. Uma calça Lee surrada, sem cinto, caindo, camiseta branca encardida e muitas vezes aparecia na redação de chinelo franciscano.
Um dia, foi surpreendido no corredor da Band pelo comentarista de economia Celso Ming.
– Paulo Leminski, você percebeu que está usando uma meia de cada cor?
Lema levantou ligeiramente sua calça Lee e constatou que Ming – que ele chamava de Dinastia Ming – estava certo. Não pensou duas vezes e respondeu na lata.
– Dinastia Ming, eu estou me lixando! Acordo, me visto no escuro e só vejo como estou quando chego na rua.
(Alberto Villas. Vou assim mesmo!. 07.12.2017.
www.cartacapital.com.br. Adaptado)


Ao organizar seu texto, o autor

  • A narra um fato ocorrido durante o período em que trabalhou na TV Bandeirantes para, em seguida, propor uma reflexão filosófica e abstrata em relação ao comportamento das pessoas.
  • B expõe suas impressões a respeito do modo como as pessoas que observa no coletivo se vestem para, em seguida, relatar um episódio envolvendo o poeta Paulo Leminski.
  • C descreve o modo como se veste ao sair de casa para, em seguida, comparar seu estilo com o do poeta Paulo Leminski, no tempo em que trabalharam na TV Bandeirantes.
  • D observa que os trajes dos usuários do coletivo são muito semelhantes para, em seguida, defender que é a profissão que determina a maneira como cada um se veste.
  • E interroga as pessoas no coletivo acerca da rotina de se vestir, para, em seguida, concluir que usar meias de cores diferentes tem sido mais comum do que ele imaginava.