A conduta do médico-veterinário do serviço público ao se deparar com cão apresentando sinais compatíveis com raiva, contemplando manejo sanitário, envio de material para diagnóstico, comunicação imediata aos sistemas de vigilância e integração com a saúde humana para avaliação da profilaxia pós-exposição. Imagine um cão sem histórico vacinal conhecido, apresentando agressividade intensa, salivação abundante e desorientação, que ataca gravemente um morador em área urbana e é capturado pelo serviço público de zoonoses ainda com sinais compatíveis com raiva. Considerando a suspeita de raiva e a atuação do médico-veterinário no setor público, qual deve ser a conduta adotada em relação ao animal e ao caso?
- A Manter o cão em observação domiciliar por 10 dias mediante termo de responsabilidade, indicando profilaxia pós-exposição humana apenas se o animal vier a óbito nesse período.
- B Encaminhar o cão para abrigo público sem eutanásia, sem coleta de material encefálico e sem notificação imediata, orientando apenas cuidados locais à vítima até eventual surgimento de novos casos suspeitos na região.
- C Realizar eutanásia humanitária do cão suspeito, encaminhar o encéfalo para exame laboratorial específico, notificar imediatamente o caso às autoridades de saúde, articular com a equipe de saúde humana para avaliação e indicação de profilaxia pós-exposição da pessoa agredida e registrar formalmente todas as ações realizadas.
- D Instituir tratamento clínico no cão suspeito, aguardar a evolução do quadro e liberar o animal caso haja melhora, evitando a eutanásia em suspeitas não confirmadas de raiva.