“Não há democracia linguística sem aceitação do pluralismo das formas, porque o preconceito linguístico é manifestação do preconceito social” (Bortoni-Ricardo, Sociolinguística, 2004). Em debates parlamentares televisionados, a variação linguística torna-se recurso de identidade e resistência discursiva.
À luz da sociolinguística crítica, assinale a alternativa que melhor representa o papel da variação linguística em contextos políticos.
- A A variação linguística compromete inteligibilidade social, anulando eficácia pragmática das interações parlamentares.
- B A variação linguística dissolve tensões discursivas, impondo homogeneidade comunicativa rígida nos debates institucionais.
- C A variação linguística reforça estigmas históricos, consolidando hierarquias simbólicas tradicionais em espaços parlamentares.
- D A variação linguística preserva apenas norma culta, impedindo reconhecimento das práticas populares e regionais.
- E A variação linguística legitima identidades plurais, transformando diferenças em capital político relevante.