Deixa-me seguir para o mar
(Texto adaptado)
Tenta esquecer-me... Ser lembrado é como
evocar-se um fantasma... Deixa-me ser
o que sou, o que sempre fui, um rio que vai fluindo...
Em vão, em minhas margens cantarão as horas,
me recamarei de estrelas como um manto real,
me bordarei de nuvens e de asas,
às vezes virão em mim as crianças banhar-se...
Um espelho não guarda as coisas refretidas!
E o meu destino é seguir... é seguir para o Mar,
as imagens perdendo no caminho...
Deixa-me fluir, passar, cantar...
toda a tristeza dos rios
é não poderem parar!
(Mário Quintana)
Nos primeiros três versos o poeta defende:
- A desestimular em si a tendência ao fracasso.
- B viajar no tempo.
- C ser aquilo que é e que possa ir embora quando desejar.
- D dar-se ao direito de caminhar pela margem da vida sem ser estigmatizado.
- E atingir um patamar onde as críticas comezinhas não o alcancem.