A leishmaniose visceral (LV) é uma protozoonose crônica, sistêmica, caracterizada em humanos por febre de longa duração, perda de peso, astenia, adinamia e anemia, entre outras manifestações. Quando não tratada, pode evoluir para óbito em mais de 90% dos casos. No cão, principal reservatório e fonte de infecção no meio urbano, a doença caracteriza-se por febre irregular, apatia, emagrecimento, descamação e úlceras na pele, e em geral, no focinho, nas orelhas e extremidades, conjuntivite, paresia do trem posterior, fezes sanguinolentas e crescimento exagerado das unhas (Brasil, 2016). Como medida de prevenção e controle direcionadas à população humana, temos:
- A Medidas de proteção individual, tais como: uso de mosquiteiro com malha fina, telar portas e janelas, uso de repelentes, não se expor nos horários de atividade do vetor (crepúsculo e noite) em ambientes onde este habitualmente pode ser encontrado.
- B Uso de coleiras impregnadas com deltametrina a 4%, como medida de proteção individual.
- C Uso de telas em canis individuais ou coletivos, e realizar exame sorológico para LV dos cães, de acordo com a situação epidemiológica.
- D Medidas de manejo e saneamento ambiental, por meio da limpeza urbana, eliminação e destino adequado dos resíduos sólidos orgânicos, eliminação de fonte de umidade, permanência de animais domésticos dentro de casa, entre outras ações que reduzam o número de ambientes propícios para proliferação do inseto vetor.