O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Portugal
Os portugueses possuem formas de raciocínio bem diferentes das nossas e isto pode se tornar muito divertido em viagens.
Estávamos em Portugal, às margens do Rio Tejo, e pensamos em experimentar um peixe típico da região: a lampreia. Na mesma hora, alguém se lembrou de ter visto uma placa dizendo que a pesca da lampreia era proibida, no mesmo minuto o nosso guia logo disse:
- Estão vendo aqueles restaurantes ali? Eles servem lampreia.
Indignados, perguntamos:
- Mas que horror! Não respeitam nada então.
O guia retrucou:
- Não é bem assim, afinal o que é proibido é pescar e não vender!
IPSIS LITTERIS. Viagens. São Paulo: Associação de Tradutores Públicos e Intérpretes Comerciais do Estado de São Paulo − ATPIESP, [s.d.]. Disponível em: https://atpiesp.org.br/wp-content/uploads/Ipsis-Litteris-Viagens.pdf . Acesso em: 25 out. 2025.
A narrativa apresenta um episódio em que o humor decorre da diferença de raciocínio entre os interlocutores e da relação entre linguagem e contexto cultural. Considerando os elementos implícitos e o funcionamento discursivo do texto, é correto afirmar que:
- A o humor resulta da ironia do narrador ao criticar a desorganização portuguesa, evidenciando a falta de coerência entre o discurso legal e a prática comercial.
- B o texto assume um tom didático, buscando demonstrar a necessidade de obediência às leis locais e o valor do cumprimento rigoroso das normas sociais.
- C o enredo se estrutura sobre um conflito moral, em que o guia português tenta justificar uma ação ilegal por meio da manipulação semântica da proibição.
- D o texto explora a incongruência lógica presente entre a norma e sua aplicação, revelando diferentes formas de interpretar uma mesma situação comunicativa.