Paciente do sexo feminino, 47 anos de idade, com diagnóstico prévio de esclerose sistêmica cutânea difusa, apresenta quadro de dispneia progressiva aos esforços e tosse seca há 3 meses. Ao exame físico, apresenta estertores em bases pulmonares e esclerodactilia. A capilaroscopia demostra rarefação capilar com áreas avasculares e alças capilares gigantes. A tomografia de tórax evidencia padrão em vidro fosco e reticulacão basal.
Em vista desse caso, é correto afirmar que
- A a presença de anticorpo anti-RNA polimerase III está fortemente associada ao desenvolvimento de hipertensão arterial pulmonar isolada.
- B o achado de vidro fosco em bases pulmonares em pacientes com esclerose sistêmica sugere comprometimento intersticial, geralmente associado ao anticorpo anti-Scl70.
- C a presença de estertores crepitantes bibasais indica congestão pulmonar secundária à disfunção ventricular esquerda, sendo um achado clássico da esclerose sistêmica.
- D o padrão capilaroscópico descrito é considerado normal para pacientes com esclerose sistêmica inicial.
- E a esclerose sistêmica cutânea difusa apresenta menor risco de complicações viscerais do que a forma cutânea limitada.