Questão 1 Comentada - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - Analista de Tecnologia da Informação - VUNESP (2024)

Leia o texto para responder à questão


O mal é da televisão


Camarada escritor:

Escrevo-lhe esta carta, conforme me pediu, para contar o que sei sobre o cão pastor-alemão. Agradeço que me corrija as faltas e a pontuação, para sair bem no livro. Aí vai…

O meu pai apareceu um dia com o cão em casa. Disse: “andou sempre a seguir-me, não quer largar mais.” Eu fiquei contente, um lindo cão e inteligente. Demos-lhe o nome de Jasão, foi o meu pai que escolheu o nome, pois gosta muito de lendas gregas. Jasão aprendeu logo o nome, era esperto.

Quando eu ia para o Instituto, onde estou a estudar Planificação, o cão queria ir comigo. Às vezes até foi. Ficava à espera de que eu saísse das aulas e acompanhava-me a casa. Sempre grande e calmo, um senhor. As garinas1 rodeavam-no logo, a fazer festas, ele deixava. Quem aproveitava da popularidade dele era eu. Por isso até que gostava da sua companhia. Mas o meu pai xingava-me sempre por o levar. Achava que não ficava bem o filho dum responsável, mesmo se pequeno, andar com um cão. Isso era prática de outros tempos que devíamos combater: os filhos dos governadores ou senhores coloniais é que andavam assim! Podíamos ter o cão, mas em casa, sem dar nas vistas, para que as massas não fizessem paralelos incômodos com os tempos antigos.


(Pepetela. O Cão e os Caluandas. Adaptado)



Conforme relatado na carta, o jovem era advertido por levar o cão à escola porque o pai

  • A reconhecia, com apreensão, a desfaçatez do filho que, tão logo começou a andar com o animal, parou irresponsavelmente de assistir às aulas.
  • B desconfiava do mau comportamento do filho, que provavelmente se valia do animal para aproximar-se das garotas estudantes do Instituto.
  • C entrevia a possibilidade de as pessoas fazerem comparações embaraçosas do comportamento do filho com o de tempos antigos.
  • D suspeitava das más intenções do filho, que objetivava tornar-se mais popular no Instituto, já que pertencia a uma família de senhores coloniais.
  • E temia pela segurança do filho e das garotas que, junto a este, faziam longas festas com o animal que, por algum incômodo, poderia ficar violento.