Leia o texto a seguir:
A escravidão perpetua na história brasileira, assinalando seu caráter não anacrônico às relações sociais brasileiras.
(Tiago Muniz Cavalcanti; Rafael Garcia Rodrigues, Trabalho escravo contemporâneo: hoje, o mesmo de ontem. Veredas do Direito, Belo Horizonte, Dom Helder, v. 20, 2023. Adaptado)
De acordo com os autores, o trabalho escravo contemporâneo
- A limita-se aos rincões do espaço rural brasileiro, como nas carvoarias e olarias do interior, distante dos setores mais dinâmicos da acumulação capitalista atual.
- B resulta de uma modernização incompleta e inacabada, fazendo conviver na mesma economia a forma assalariada capitalista e a forma escravista pré-capitalista.
- C não é um fenômeno que ocorre à margem da modernidade capitalista, ao contrário, permanece plenamente integrado e ajustado à lógica do sistema produtivo.
- D deixou para trás as marcas de violência e coerção da escravização negra colonial, tendo se transformado em instrumento de apadrinhamento e compadrio.
- E está relacionado às casas de famílias do interior que ainda hoje fazem uso da mão de obra negra feminina para a execução do trabalho doméstico mais pesado.