A emergência das metodologias ativas na educação contemporânea instiga reconfigurações pedagógicas centradas no protagonismo discente, exigindo do professor a mediação de experiências que ativem processos cognitivos superiores e práticas reflexivas. No caso de estudantes surdos, essas metodologias devem ser repensadas à luz da visualidade linguística, da acessibilidade comunicacional e da centralidade da Libras como língua de instrução. Com base nessa perspectiva, complementamos estas informações considerando que:
- A A aplicação de metodologias ativas com estudantes surdos exige integração plena da Libras como meio de construção epistêmica, considerando a organização visual do espaço e a participação dialógica em contextos sinalizados.
- B O êxito das metodologias ativas com estudantes surdos depende da mediação oral como eixo da comunicação, devendo-se priorizar o uso de tecnologias sonoras associadas a imagens ilustrativas de apoio cognitivo.
- C Estratégias baseadas em metodologias ativas favorecem a inclusão ao adaptarem materiais ao português escrito, demandando do estudante surdo esforço compensatório no decodificar e interpretar conceitos acadêmicos.
- D Em contextos com alunos surdos, metodologias ativas devem ser ajustadas para evitar fragmentação discursiva, centralizando as atividades em sequências expositivas visuais conduzidas pelo professor ouvinte.