Um atleta participa de uma maratona realizada em um dia com temperatura ambiente de 32°C e alta umidade relativa do ar. Durante a prova, para manter a temperatura corporal dentro de limites seguros, o organismo do corredor lança mão de mecanismos fisiológicos complexos. Contudo, a combinação de exercício prolongado e condições ambientais adversas impõe um desafio significativo ao sistema de termorregulação e ao sistema cardiovascular. Com base nesse cenário, analise o principal mecanismo de ajuste fisiológico para a dissipação do calor e sua consequência direta sobre a função cardiovascular.
- A A convecção, ou seja, a transferência de calor para o ar em movimento, torna-se o principal mecanismo de resfriamento. Para otimizar esse processo, o corpo induz uma vasoconstrição periférica, desviando o sangue para o núcleo corporal, o que resulta em uma queda da frequência cardíaca para poupar energia.
- B O corpo aumenta a produção de suor, e a alta umidade acelera sua evaporação, tornando este o mecanismo mais eficiente. Essa perda hídrica causa um aumento na pressão arterial sistólica, pois o coração precisa bombear com mais força para circular o sangue mais viscoso, mantendo a frequência cardíaca estável.
- C A radiação, a perda de calor para objetos mais frios no ambiente, é ativada como via primária de termorregulação. Esse processo é facilitado pela vasodilatação cutânea, que aumenta o volume sistólico e permite uma diminuição da frequência cardíaca, otimizando o trabalho do coração.
- D A evaporação do suor é o principal meio de dissipação de calor, mas sua eficiência é reduzida pela alta umidade. Para compensar, ocorre uma vasodilatação cutânea intensa que, associada à desidratação, leva a uma redução no volume plasmático e a um aumento progressivo da frequência cardíaca para uma mesma intensidade de exercício, fenômeno conhecido como deriva cardiovascular (drift).