[...] essa é a característica geral do país: camuflamos nosso mercenarismo com singelos diminutivos. O policial, para manter as aparências, nunca cobra um suborno, mas uma “cervejinha”. O fiscal da prefeitura leva uma “caixinha”. O político dá uma “azeitadinha”. Ninguém se corrompe de forma direta, metódica, profissional. A gente é impreciso e diletante até para se vender.
MAINARDI, D. Veja. São Paulo, 6 fev. 2006.
Pelas características do texto, trata-se
- A de um texto confessional e poético.
- B de uma crônica, face ao tema e ao formato da linguagem.
- C de um texto narrativo, basicamente um tipo de conto moderno.
- D de um texto com evidências informativas, próprias do texto publicitário.
- E de um texto de caráter dissertativo, face à estrutura rigorosa da linguagem.