Metrópoles desenvolvidas arcam com parte do custo do transporte público. Fazem-no não só por populismo dos políticos locais mas também para imprimir mais eficiência ao sistema. E, se a discussão se dá em termos de definir o nível ideal de subsídio, a gratuidade deixa de ser um delírio para tornar-se a posição mais extrema num leque de possibilidades.
Sou contra a tarifa zero, porque ela traz uma outra classe de problemas que já foi bem analisada pelo pessoal da teoria dos jogos: se não houver pagamento individual, aumenta a tendência de as pessoas usarem ônibus até para andar de uma esquina a outra, o que é ruim para o sistema e para a saúde.
Para complicar mais, vale lembrar que a discussão surge no contexto de prefeituras com orçamentos apertados e áreas ainda mais prioritárias como educação e saúde para atender.
O autor se diz contrário à tarifa zero, porque:
- A o uso indiscriminado dos ônibus poderia comprometer o atual modal de transporte urbano.
- B a qualidade do sistema de transporte urbano requer ínfi- mos investimentos para funcionar.
- C a população pode querer tarifas zero em outros serviços públicos essenciais.
- D o pagamento individual aumenta a tendência de as pes- soas usarem o transporte urbano.
- E a redução na tarifa implicaria melhoria no sistema de transportes e prejuízos à saúde.