Samba do Arnesto
O Arnesto nos convidô prum samba, ele mora no Brás
Nóis fumo e não encontremos ninguém
Nóis vortemo cuma baita duma reiva
Da outra veiz nóis num vai mais
Nóis não semos tatu!
Outro dia encontremo com o Arnesto
Que pidiu descurpa mais nóis não aceitemos
Isso não se faz, Arnesto, nóis não se importa
Mais você devia ter ponhado um recado na porta
Anssim: "Ói, turma, num deu prá esperá
A vez que isso num tem importância, num faz má
Depois que nóis vai, depois que nóis vorta
Assinado em cruz porque não sei escrever Arnesto"
Adoniran Barbosa
O fator cômico na canção se dá por conta
- A do final feliz, em que tudo se explica
- B de uma série de rimas engraçadas que ligam os versos
- C do desencontro entre o acontecido e o combinado, aliado à norma culta de linguagem
- D do desenlance, em que o Arnesto deveria deixar um bilhete sem saber escrever