Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) - Técnico - Análises Clínicas (2020) Questão 1

Os descaminhos do lixo


    Segundo o Panorama dos Resíduos Sólidos 2018/2019, produzido pela Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública (Abrelpe), em 2018 foram gerados no Brasil 79 milhões de toneladas de resíduos. Desse total, 92% foram coletados. Isso significa uma pequena melhora em relação ao ano anterior, já que, se a produção de lixo aumentou 1%, a coleta aumentou 1,66%. Essa expansão foi comum a todas as regiões, com exceção do Nordeste. Dos resíduos coletados em 2018, 59,5% receberam destinação adequada nos aterros sanitários, uma melhora de 2,4% em relação a 2017.

    Mas esses relativos avanços não deveriam disfarçar a precariedade crônica do setor. A média nacional é bastante inferior à dos países na mesma faixa de renda, onde 70% do lixo recebe a destinação correta. Em 2010, a Política Nacional de Resíduos Sólidos estabeleceu que até agosto de 2014 o País deveria estar livre dos lixões. Mas, hoje, cerca de 8% do lixo produzido no Brasil (6,3 milhões de toneladas) ainda não é sequer coletado e 40% do lixo que é coletado é descarregado em lixões ou aterros que não contam com medidas necessárias para garantir a integridade do meio ambiente e a da população local. Esta é a realidade em cerca de 3000 dos mais de 5500 municípios do País.

(https://opiniao.estadao.com.br. Adaptado)



As informações do texto permitem afirmar que o setor de limpeza pública do Brasil

  • A atendeu plenamente, em 2018, o estabelecido pela Política Nacional de Resíduos Sólidos, em 2010.
  • B obteve avanço expressivo, que acompanhou a expansão da produção e da coleta em todas as regiões.
  • C conseguiu uma tímida evolução no último ano, embora conviva ainda com uma série de problemas.
  • D viveu uma queda abrupta na qualidade do serviço ofertado, em razão do aumento da produção de lixo.
  • E manteve o mesmo desempenho de anos anteriores, apesar do aumento na produção de lixo.

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