A Teoria do Autocuidado de Dorothea Orem, formulada na segunda metade do século XX, consolidou-se como um dos pilares teórico-práticos da enfermagem moderna, ao estabelecer que a prática profissional deve organizar-se em torno da identificação de déficits de autocuidado e da intervenção compensatória do enfermeiro. Seu escopo compreende tanto ações de substituição total quanto parcial, articuladas a necessidades humanas universais e a condições específicas de saúde, configurando um referencial metodológico que sustenta o processo de enfermagem em diferentes cenários de cuidado. Considerando essa perspectiva, qual proposição reflete de modo mais rigoroso os fundamentos centrais dessa teoria?
- A A formulação conceitual privilegia a centralidade da interação interpessoal, fundamentando-se no vínculo terapêutico como instrumento primário de reorganização das respostas humanas frente ao adoecimento e ao contexto de hospitalização.
- B O processo de enfermagem estrutura-se a partir da identificação dos déficits de autocuidado, orientando intervenções planejadas que visam restaurar a capacidade do indivíduo em satisfazer suas próprias necessidades de modo progressivo.
- C O modelo teórico enfatiza a adaptação psicossocial do indivíduo ao ambiente, compreendendo a atuação do enfermeiro como modulador do meio terapêutico, voltado à manutenção da homeostase emocional e à reinserção comunitária do paciente.
- D A prática assistencial ancora-se em uma hierarquia de necessidades fisiológicas e psicossociais, estabelecendo sequências de intervenção graduais que refletem prioridades de suprimento das carências humanas em ordem ascendente.
- E O referencial atribui ao enfermeiro a função de executor técnico das demandas biológicas do organismo, orientando condutas padronizadas e protocolos fisiológicos universais destinados à restauração do equilíbrio corporal imediato.