Deixa-me seguir para o mar
(Texto adaptado)
Tenta esquecer-me... Ser lembrado é como
evocar-se um fantasma... Deixa-me ser
o que sou, o que sempre fui, um rio que vai fluindo...
Em vão, em minhas margens cantarão as horas,
me recamarei de estrelas como um manto real,
me bordarei de nuvens e de asas,
às vezes virão em mim as crianças banhar-se...
Um espelho não guarda as coisas refretidas!
E o meu destino é seguir... é seguir para o Mar,
as imagens perdendo no caminho...
Deixa-me fluir, passar, cantar...
toda a tristeza dos rios
é não poderem parar!
(Mário Quintana)
Podemos entender sobre o poema como um todo que:
- A o rio, assim como o poeta, flui e o eu poético possui consciência da passagem do tempo.
- B o rio, ao contrário do poeta, flui e o eu poético possui consciência da passagem do tempo.
- C o rio, ao contrário do poeta, não flui embora o eu poético possua consciência da passagem do tempo.
- D o rio, ao contrário do poeta, flui e o eu poético não possui consciência da passagem do tempo.
- E o rio, assim como o poeta, flui e o eu poético combate com rancor a passagem do tempo.