O pensador Stuart Hall (1932-2014), uma referência para a Comunicação Social dentro do campo dos Estudos Culturais, desenvolveu uma teoria da recepção comunicativa baseada no modelo de “codificação-decodificação” das mensagens, que enfatiza a interdependência entre os sistemas de produção de narrativas e de consumo das mesmas:
“As decodificações que você faz se dão dentro do universo da codificação. Um tenta englobar o outro. À transparência entre o momento da codificação e a decodificação é o que eu chamaria de momento de hegemonia. Ser perfeitamente hegemônico é fazer com que cada significado que você quer comunicar seja compreendido pela audiência somente daquela maneira pretendida. Trata-se de um tipo de sonho de poder - nenhum chuvisco na tela, apenas a audiência totalmente passiva. Ora, o problema para mim é que não creio que a mensagem tenha somente um significado”.
FONTE: Disponível em: HALL, Stuart. Da diáspora: identidades e mediações culturais. p.366. Belo Horizonte, Editora UFMG, 2003,
A partir do modelo “codificação-decodificação”, é CORRETO dizer, sobre a hegemonia na comunicação:
- A Torna-se visível audiência.
- B Resulta das interferências de ruídos/"chuviscos” na mensagem original.
- C É o controle absoluto do processo de emissão da mensagem.
- D É o controle absoluto do processo de recepção da mensagem.
- E Abrange os eventuais sentidos que podem ganhar uma mensagem comunicativa.