O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Quando considero a brevidade da existência dentro do pequeno parêntese do tempo e reflito sobre tudo o que está além de mim e depois de mim, enxergo minha pequenez.
Quando considero que um dia tombarei no silêncio de um túmulo, tragado pela vastidão da existência, compreendo minhas extensas limitações e, ao deparar com elas, deixo de ser deus e liberto-me para ser apenas um ser humano.
Saio da condição de centro do universo para ser apenas um andante nas trajetórias que desconheço...
Trecho do livro "O vendedor de sonhos" de Augusto Cury
CURY, Augusto. O vendedor de sonhos. 1. ed. São Paulo: Academia de Inteligência, 2009.
No fragmento "Saio da condição de centro do universo para ser apenas um andante nas trajetórias que desconheço...", as orações iniciadas por "para" e "que" estabelecem relações sintáticas distintas com a oração principal. Com base na análise da estrutura oracional, assinale a alternativa correta:
- A A oração iniciada por "para" indica finalidade da ação de sair da condição de centro do universo, sendo, por isso, uma oração subordinada adverbial final; já a oração iniciada por "que" restringe o sentido de "trajetórias", tratando-se de uma oração subordinada adjetiva restritiva.
- B A oração introduzida por "para" exprime uma relação de tempo, indicando quando se dá a saída da condição central, e deve ser classificada como oração subordinada adverbial temporal.
- C Ambas as orações subordinadas ("para ser apenas um andante..." e "que desconheço") são classificadas como orações subordinadas substantivas objetivas diretas, pois completam o sentido dos respectivos verbos "sair" e "ser".
- D A oração iniciada por "que" tem valor causal, justificando por que o sujeito se reconhece como andante, sendo classificada como oração subordinada adverbial causal.