O VELHO
Chico Buarque
O velho sem conselhos
De joelhos
De partida
Carrega com certeza
Todo o peso
Da sua vida
A vida inteira, diz que se guardou
Do carnaval, da brincadeira
Que ele não brincou.
Me diga agora
O que é que eu digo ao povo
O que é que tem de novo
Pra deixar Nada
Só a caminhada
Longa, pra nenhum lugar.
Chico Buarque utilizou-se, na letra da canção, de um recurso a que chamamos licença poética. A licença poética pode ser definida como uma permissão para ignorar a norma culta da língua, tolerando até mesmo desvios das regras gramaticais.
Dos versos apresentados a seguir, assinale aquele em que ocorreu o desvio da norma culta, e a justificativa que define adequadamente o porquê de tal irregularidade.
- A “O velho sem conselhos" - aqui constatamos um erro ortográfico, o vocábulo sublinhado foi grafado incorretamente.
- B “A vida inteira, diz que se guardou” - nesse verso, temos um problema na pontuação, pois a vírgula não deve ser colocada após o sujeito da oração.
- C “Me diga agora" - a colocação pronominal não está de acordo com a norma culta, pois a frase se iniciou com a próclise.
- D “O que é que eu digo ao povo” - o correto, aqui, seria “o que eu digo para o povo” e não “ao povo” .