Prova da Prefeitura de São Miguel do Oeste - Médico - AMEOSC (2025) - Questões Comentadas

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Analise as afirmativas a seguir sobre a fisiopatologia e o manejo clínico da osteoporose.

I.A densitometria óssea por absorciometria de raios-X de dupla energia (DXA) é o padrão-ouro para o diagnóstico, definindo osteoporose por um T-score ≤ -2,5 desvios-padrão na coluna lombar, fêmur total ou colo do fêmur.
II.O uso de bisfosfonatos orais, como o alendronato, requer administração em jejum com água e a permanência em posição ortostática por pelo menos 30 minutos para minimizar o risco de esofagite.
III.O denosumabe, um anticorpo monoclonal que inibe o ligante do receptor ativador do fator nuclear kappa-B (RANKL), atua primordialmente estimulando a atividade osteoblástica para aumentar a formação óssea.

Está correto o que se afirma em:

  • A II e III, apenas.
  • B I e II, apenas.
  • C I, II e III.
  • D I e III, apenas.

Um homem de 35 anos apresenta queixa de diminuição da libido, disfunção erétil e fadiga há cerca de 2 anos. Exames laboratoriais, coletados às 8h da manhã em duas ocasiões distintas, mostram testosterona total de 180 ng/dL e 195 ng/dL (VR: 300-900 ng/dL). As dosagens de LH e FSH estão em níveis baixos. A prolactina é normal. Qual é o diagnóstico e o próximo passo na investigação?

  • A Hipogonadismo de início tardio; iniciar reposição com testosterona sem investigação adicional.
  • B Hipogonadismo hipogonadotrófico; solicitar ressonância magnética da região hipotálamo-hipofisária.
  • C Disfunção sexual psicogênica; encaminhar para avaliação psiquiátrica.
  • D Hipogonadismo hipergonadotrófico; solicitar cariótipo para investigar Síndrome de Klinefelter.

Um menino de 15 anos é trazido à consulta por baixa estatura e ausência de desenvolvimento puberal. Ele não possui pelos pubianos, o volume testicular é de 3 mL bilateralmente e a idade óssea é de 12,5 anos. Seu pai relata ter tido um desenvolvimento mais tardio também. A velocidade de crescimento está em 4 cm/ano. Qual a hipótese diagnóstica provável?

  • A Hipogonadismo hipergonadotrófico (Síndrome de Klinefelter).
  • B Hipogonadismo hipogonadotrófico congênito.
  • C Atraso constitucional do crescimento e da puberdade (ACCP).
  • D Deficiência de hormônio do crescimento (GH).

Um homem de 45 anos, com queixa de ganho de peso progressivo nos últimos 5 anos, apresenta ao exame físico um Índice de Massa Corporal (IMC) de 34 kg/m² e circunferência abdominal de 110 cm. Exames laboratoriais revelam glicemia de jejum de 115 mg/dL, triglicerídeos de 210 mg/dL e HDL-colesterol de 35 mg/dL. Com base nestes dados, qual das seguintes afirmativas descreve a condição do paciente e a abordagem terapêutica inicial?

  • A O paciente apresenta apenas obesidade classe I, sem critérios para Síndrome Metabólica, e a terapia farmacológica com análogos de GLP-1 deve ser iniciada imediatamente para controle glicêmico e ponderal.
  • B O paciente preenche os critérios para Síndrome Metabólica e obesidade classe I, sendo a abordagem inicial focada em modificações do estilo de vida, incluindo dieta hipocalórica e aumento da atividade física, para promover uma perda de peso de 5 a 10% do peso corporal inicial em 6 meses.
  • C O diagnóstico é de Diabetes Mellitus tipo 2 e obesidade classe I, indicando-se o início imediato de metformina e a programação para cirurgia bariátrica, dada a presença de comorbidades.
  • D O paciente possui sobrepeso com distribuição de gordura androide, não preenchendo critérios para obesidade ou Síndrome Metabólica, e a conduta deve ser expectante com reavaliação em 1 ano.

Um paciente de 42 anos é investigado por hipertensão arterial de difícil controle e episódios de cefaleia, palpitações e sudorese. Durante um desses episódios, a pressão arterial foi de 220/120 mmHg. A suspeita clínica é de feocromocitoma. Qual é o exame laboratorial inicial de escolha para o rastreamento desta condição?

  • A Dosagem de metanefrinas e normetanefrinas fracionadas no plasma ou na urina de 24 horas.
  • B Teste de supressão com clonidina.
  • C Dosagem de ácido vanilmandélico (VMA) na urina de 24 horas.
  • D Dosagem de catecolaminas plasmáticas.