O texto apresenta a experiência de Everton Freire em uma entrevista de emprego conduzida por inteligência artificial, revelando percepções pessoais, implicações sociais e questões éticas sobre a presença crescente das máquinas em processos seletivos. O relato individual, somado às análises de especialistas, permite compreender as ambiguidades e os desafios dessa inovação no contexto profissional contemporâneo.
Com base na leitura do texto, é CORRETO afirmar que ele evidencia:
- A uma defesa explícita da substituição completa dos recrutadores humanos por sistemas de inteligência artificial, argumentando que a automação amplia a precisão dos resultados, reduz custos e elimina falhas subjetivas, tornando desnecessária a presença de avaliadores nas etapas presenciais ou finais do processo seletivo.
- B uma visão otimista sobre a inteligência artificial, que seria capaz de corrigir falhas humanas e tornar os processos seletivos totalmente justos e transparentes, eliminando preconceitos, padronizando critérios e assegurando igualdade de oportunidades a todos os candidatos que participam das etapas automatizadas de seleção.
- C uma perspectiva centrada apenas na eficiência corporativa, que ignora completamente as consequências da automação sobre os candidatos e negligencia os dilemas éticos, jurídicos e sociais que surgem com o uso de algoritmos nas decisões sobre contratações e avaliações profissionais.
- D uma análise crítica equilibrada, que reconhece as vantagens práticas da inteligência artificial nos recrutamentos, mas ressalta seus efeitos sobre a dimensão humana, destacando o conflito entre eficiência tecnológica e empatia nas relações de trabalho, e propondo uma reflexão sobre o uso ético de sistemas automatizados no ambiente corporativo contemporâneo.