L.G.T. 52 anos, casada, branca, nuligesta (infertilidade conjugal), menarca aos 13 anos, mãe falecida de câncer de mama, com diagnóstico feito aos 67 anos. Paciente refere ter sido submetida à biopsia de mama há três anos, vem para a consulta ginecológica de rotina referindo não fazer exames com ginecologistas há cinco anos, época em que foi submetida a uma série de exames de sangue e imagem. A mamografia mostrou uma alteração em local de cirurgia previa e que o resultado da biopsia foi benigno. Negava qualquer queixa ginecológica ou mamária e apresenta ciclo menstrual regular. No retorno, a paciente volta novamente com mamografia cat. 3 (calcificações distróficas no QSL) e resultado de histopatológico feito há três anos demostrando hiperplasia ductal com (lesão epitelial proliferativa com atipia). Qual linha de raciocínio é adequada?
- A A paciente não se enquadra na população de alto risco, os parâmetros de maior risco com relação a história familiar são aqueles em que existe histórico de câncer de mama em parentes de 1º grau antes da menopausa, ou câncer de mama bilateral ou câncer de ovário em parente de primeiro grau em qualquer idade e a câncer de mama em parente do sexo masculino.
- B A paciente em questão, devido ao padrão apresentado, enquadra no grupo de alto risco, sendo indicado como opção terapêutica a salpingooforectomia e mastectomia profilática bilateral.
- C Essa paciente poderia ter indicação de rastreamento genético para mutações de BRCA1 e BRCA2 se houver mais parentes de 1º grau com neoplasia de mama. Lembrando a paciente de que o grande prejuízo da investigação genética se baseia na observação de que, na maioria das mulheres com história familiar, não se detecta qualquer anormalidade genética e, dessa forma, não é possível descartar o risco.
- D Essa paciente apresenta baixíssimo risco relativo, com pequena chance de desenvolver câncer de mama, devendo, como primeira ação, manter o rastreamento mamográfico bienal (MS\INCA) como prevenção primaria.
- E Essa paciente deveria usar, como segunda medida para redução de risco, a utilização de Tamoxifeno em baixas doses mensal, o que é capaz de reduzir o câncer de mama em 86% para mulheres com hiperplasia ductal atípica.