Prova do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (IAMSPE) - Residência Médica Pré-Requisito Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular - Avança SP (2025) - Questões Comentadas

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No contexto de cirurgia vascular/angiologia, um paciente sem acesso venoso periférico por punção necessita via para infusões em ambiente de pequena cirurgia. Considerando a flebotomia como técnica cirúrgica de acesso venoso, identifique a descrição adequada do procedimento e sua principal indicação:

  • A Punção arterial por cateter, indicada para gasometria.
  • B Dissecção linfática superficial para drenagem local.
  • C Cateterização cirúrgica, por incisão, de veia periférica para infusões.
  • D Acesso venoso central por punção subclávia com fio-guia.
  • E Canalização óssea de emergência em tíbia proximal.

Em cirurgia vascular/angiologia, ao programar flebotomia no membro superior, busca-se reduzir complicações e preservar opções de progressão proximal. Indique a conduta inicial apropriada quanto ao sítio de abordagem:

  • A Priorizar primeiro o sulco deltopeitoral proximal.
  • B Iniciar pela fossa antecubital com garrote alto.
  • C Preferir punção direta sem incisão para agilizar.
  • D Abordar o mais distal possível; sulco bicipital é boa alternativa.
  • E Escolher sempre trajeto basílica proximal por maior calibre.

Durante a flebotomia em cirurgia vascular/angiologia, após incisão cutânea e divulsão do subcutâneo com afastador, visualiza-se a fáscia braquial superficial. Assinale o passo imediatamente seguinte na sequência operatória:

  • A Incisar a fáscia, rebatê-la e identificar a veia.
  • B Passar dois reparos cutâneos antes da fáscia.
  • C Introduzir o cateter diretamente por punção percutânea.
  • D Realizar ligadura venosa distal para hemostasia.
  • E Fechar a pele e reavaliar com Doppler portátil.

A fisiopatologia da Insuficiência Venosa Crônica (IVC) é complexa, envolvendo alterações hemodinâmicas e inflamatórias. A hipertensão venosa e a estase na microcirculação desencadeiam uma cascata celular que leva à progressão da doença, culminando em lipodermatoesclerose e ulceração. Sobre os mecanismos celulares e moleculares da IVC:

  • A A estase venosa diminui a pressão tangencial ("shear stress"), o que impede a adesão e transmigração de leucócitos para o tecido perivascular.
  • B A debilidade da parede venosa primária afeta principalmente as veias profundas, que não possuem o suporte das locas aponevróticas.
  • C O processo inflamatório crônico na IVC é mediado pela ativação leucocitária, que liberta enzimas proteolíticas e radicais livres no tecido perivascular.
  • D A pigmentação ocre é resultado direto da ativação de melanócitos pela hipertensão venosa, sem relação com o extravasamento de hemácias.
  • E A lipodermatoesclerose é um processo agudo causado pela libertação de enzimas proteolíticas que estimulam a reparação tecidual.

O ecoDoppler é o método de eleição para o diagnóstico e mapeamento da doença venosa crônica, sendo crucial para definir a estratégia terapêutica. A classificação do refluxo no território da grande veia safena (GVS) permite diferenciar padrões hemodinâmicos distintos. Conforme a classificação dos padrões de refluxo da GVS:

  • A O Refluxo Axial (RA) define-se como um refluxo segmentar que envolve apenas a veia safena acessória anterior (VSAA).
  • B O Refluxo Segmentar (RS) tipo 3 envolve uma colateral e a junção safeno-femoral (JSF), mas poupa obrigatoriamente o tronco da GVS.
  • C O critério temporal para definir refluxo patológico no sistema venoso profundo é uma duração superior a 0,5 segundos.
  • D O Refluxo Axial (RA) é classificado como um refluxo contínuo desde a junção safenofemoral (JSF) ao longo da GVS até abaixo do joelho.
  • E O "olho egípcio" é o sinal ecográfico que identifica a GVS fora do seu compartimento fascial, indicando refluxo extracompartimental.