Prova do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) - Exame Nacional do Ensino Médio - INEP (2020) - Questões Comentadas

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A Minor Bird

I have wished a bird would fly away,

And not sing by my house all day;


Have clapped my hands at him from the door

When it seemed as if I could bear no more.

The fault must partly have been in me.

The bird was not to blame for his key.


And of course there must be something wrong

In wanting to silence any song.


FROST. R. West .running Brook Now Yolk Horny Hod and Company, 1928


No poema de Robert Frost, as palavras “fault" e "blame" revelam por parte do eu lírico uma

  • A culpa por não poder cuidar do pássaro.
  • B atitude errada por querer matar o pássaro.
  • C necessidade de entender o silêncio do pássaro.
  • D sensibilização com relação à natureza do pássaro.
  • E irritação quanto à persistência do canto do pássaro.

Finally, Aisha finished with her customer and asked what colour Ifemelu wanted for her hair attachments.

“Colour four.*

“Not good colour," Aisha said promptly.

“That's what I use."

“It look dirty. You don't want colour one?"

“Colour one is too black, it looks fake," Ifemelu said, loosening her headwrap. “Sometimes I use colour two, but colour four is closest to my natural colour."

[...]

She touched Ifemelu’s hair. "Why you don’t have relaxer?"

“I like my hair the way God made it."

“But how you comb it? Hard to comb." Aisha said.

Ifemelu had brought her own comb. She gently combed her hair, dense, soft and tightly coiled, until it framed her head like a halo. “It's not hard to comb if you moisturize it properly," she said, slipping into the coaxing tone of the proselytizer that she used whenever she was trying to convince other black women about the merits of wearing their hair natural. Aisha snorted; she clearly could not understand why anybody would choose to suffer through combing natural hair, instead of simply relaxing it. She sectioned out Ifemelu's hair, plucked a little attachment from the pile on the table and began deftly to twist.

ADICHIE. C. Americanah A novel New York: Anchor Books. 2013


A passagem do romance da escritora nigeriana traz um diálogo entre duas mulheres negras: a cabeleireira, Aisha, e a cliente, Ifemelu. O posicionamento da cliente é sustentado por argumentos que

  • A reforçam um padrão de beleza.
  • B retratam um conflito de gerações.
  • C revelam uma atitude de resistência.
  • D demonstram uma postura de imaturidade.
  • E evidenciam uma mudança de comportamento.
A Mother in a Refugee Camp
No Madonna and Child could touch Her tenderness for a son She soon would have to forget... The air was heavy with odors of diarrhea, Of unwashed children with washed-out ribs And dried-up bottoms waddling in labored steps Behind blown-empty bellies. Other mothers there Had long ceased to care, but not this one: She held a ghost-smile between her teeth, and in her eyes the memory Of a mother's pride... She had bathed him And rubbed him down with bare palms. She took from their bundle of possessions A broken comb and combed The rust-colored hair left on his skull And then — humming in her eyes — began carefully (to part it. In their former life this was perhaps A little daily act of no consequence Before his breakfast and school; now she did it Like putting flowers on a tiny grave. ACHEBE. C Collected Poems New York Anchof Books. 20W
O escritor nigeriano Chinua Achebe traz uma reflexão sobre a situação dos refugiados em um cenário pós-guerra civil em seu país. Essa reflexão é construída no poema por meio da representação de uma mãe, explorando a(s)
  • A demonstração de orgulho por não precisar pedir doações.
  • B descrições artísticas detalhadas de uma obra conhecida.
  • C aceitação de um diagnóstico de doença terminal do filho.
  • D consternação ao visitar o túmulo do filho recém-falecido.
  • E impressões sensoriais experimentadas no ambiente.
Slam do Corpo é um encontro pensado para surdos e ouvintes, existente desde 2014, em São Paulo. Uma iniciativa pioneira do grupo Corposinalizante, criado em 2008. (Antes de seguirmos, vale a explicação: o termo slam vem do inglês e significa — numa nova acepção para o verbo geralmente utilizado para dizer “bater com força" — a “poesia falada nos ritmos das palavras e da cidade"). Nos saraus, o primeiro objetivo foi o de botar os poemas em Libras na roda, colocar os surdos para circular e entender esse encontro entre a poesia e a língua de sinais, compreender o encontro dessas duas línguas. Poemas de autoria própria, três minutos, um microfone. Sem figurino, nem adereços, nem acompanhamento musical. O que vale é modular a voz e o corpo, um trabalho artesanal de tomar a palavra “visível", numa arena cujo objetivo maior é o de emocionar a plateia, tirar o público da passividade, seja pelo humor, horror, caos, doçura e outras tantas sensações.
NOVELU, G. Poesia Incorporada Revista Continente, n 186, set 2016 (adaptado)
Na prática artística mencionada no texto, o corpo assume papel de destaque ao articular diferentes linguagens com o intuito de
  • A imprimir ritmo e visibilidade à expressão poética.
  • B redefinir o espaço de circulação da poesia urbana.
  • C estimular produções autorais de usuários de Libras.
  • D traduzir expressões verbais para a língua de sinais.
  • E proporcionar performances estéticas de pessoas surdas.

É possível afirmar que muitas expressões idiomáticas transmitidas pela cultura regional possuem autores anônimos, no entanto, algumas delas surgiram em consequência de contextos históricos bem curiosos. ‘Aquele é um cabra da peste" é um bom exemplo dessas construções. Para compreender essa expressão tão repetida no Nordeste brasileiro, faz-se necessário voltar o olhar para o século 16. “Cabra" remete à forma com que os navegadores portugueses chamavam os índios. Já “peste" estaria ligada à questão da superação e resistência, ou mesmo uma associação com o diabo. Assim, com o passar dos anos, passou-se a utilizar tal expressão para denominar qualquer indivíduo que se mostre corajoso ou mesmo insolente, já que a expressão pode ter caráter positivo ou negativo. Aliás, quem já não ficou de “nhe-nhe-nhém" por ai? O termo, que normalmente tem significado de conversa interminável, monótona ou resmungo, tem origem no tupi-guarani e "nhém" significa "falar".
Disponível em http// dahistoria.uol.com.br. Acesso em 13 dez 2017.
A leitura do texto permite ao leitor entrar em contato com

  • A registros do inventário do português brasileiro.
  • B justificativas da variedade linguística do país.
  • C influências da fala do nordestino no uso da língua.
  • D explorações do falar de um grupo social específico.
  • E representações da mudança linguística do português.