Questões comentadas de Concursos para Agente de Educação

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No trecho em análise, a palavra "infância" aparece acentuada. Considerando as regras de acentuação gráfica do português e o conceito de proparoxítonas aparentes, assinale a alternativa correta sobre o motivo do acento na palavra "infância".

  • A A palavra recebe acento por ser oxítona terminada em ditongo crescente, o que exige marcação gráfica na língua portuguesa padrão.
  • B A palavra recebe acento por ser proparoxítona aparente, apresentando vogal fechada na sílaba tônica e terminando em sequência vocálica pós-tônica que se comporta como ditongo crescente.
  • C A palavra é acentuada por ser paroxítona terminada em ditongo decrescente, o que determina obrigatoriedade de acento segundo as normas ortográficas atuais.
  • D A palavra é acentuada por ser classificada como paroxítona terminada em vogal nasal, o que obriga o uso de acento para assegurar a pronúncia correta.

No período "Ainda assim, reencontrei uma memória afetiva e até engraçada.", a expressão "ainda assim" exerce papel importante na construção do sentido. Considerando sua classificação gramatical e seu valor semântico no contexto, essa expressão:

  • A funciona como conjunção conclusiva, indicando consequência direta da análise realizada pela narradora ao rever o episódio do lobo.
  • B desempenha papel de advérbio de modo, mostrando a maneira específica pela qual a narradora reviveu a memória afetiva.
  • C atua como advérbio de tempo, indicando continuidade de uma ação anterior e reforçando o momento em que a memória foi recuperada.
  • D exerce função de conectivo adversativo, estabelecendo relação de contraste entre a feiura da fantasia e o reencontro com uma lembrança positiva.

No texto, a narradora declara que reencontrou "uma memória afetiva e até engraçada", mesmo após recordar o medo que sentia do lobo. Considerando o valor semântico das palavras no contexto, o emprego da expressão "memória afetiva":

  • A demonstra que a lembrança está associada a confusão, evidenciando que o episódio não foi completamente compreendido pelo narrador no presente.
  • B reforça que a lembrança permanece assustadora, pois o contato com o episódio revive a sensação negativa experimentada durante a infância.
  • C sugere que a lembrança provoca espanto imediato, revelando que o medo voltou a causar desconforto intenso na vida adulta.
  • D indica que a lembrança se tornou emocionalmente positiva, mostrando que o medo antigo passou a ser visto com carinho e leveza pelo narrador.

No trecho "A fantasia era realmente muito feia, e entendi por que meu eu pequeno teve pesadelos.", o autor utiliza a forma "por que". Considerando os diferentes usos de porque/porquê/por que/por quê na norma padrão, pode-se afirmar que a grafia está:

  • A incorreta, pois a troca por "porque" seria obrigatória, já que o trecho expressa explicação e não exige separação entre as palavras.
  • B correta, pois "por que" corresponde à união da preposição com o pronome relativo, formando sentido equivalente a "o motivo pelo qual".
  • C correta, pois "por que" introduz a ideia de explicação direta e equivale à forma causal usada para justificar algo no enunciado.
  • D incorreta, pois o uso adequado seria "porquê", que atua como substantivo e retoma o motivo apresentado pelo restante da frase.

Com base no texto apresentado, assinale a alternativa cuja interpretação revela maior consonância com o sentido global do relato e com os recursos discursivos empregados pelo enunciador.

  • A O texto se estrutura sobre a constatação de que os medos da infância perdem a validade com o tempo, pois são substituídos por experiências que racionalizam afetos anteriormente desproporcionais.
  • B O relato revela que o processo de amadurecimento não elimina completamente os medos antigos, sugerindo que o temor pode persistir como resquício emocional, mesmo à luz da razão adulta.
  • C A narrativa constrói uma oposição entre o medo infantil e o amadurecimento racional do adulto, evidenciando que as memórias afetivas são incapazes de perpetuar temores na vida adulta.
  • D O texto inscreve-se em um modelo descritivo que explora o valor simbólico da figura do lobo como representação universal do medo, superado apenas pelo enfrentamento consciente dos traumas infantis.