Questões de Terapia Nutricional, Enteral e Parenteral (Nutrição)

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A Resolução RDC nº 63, de 6 de julho de 2000, estabelece o Regulamento Técnico para a Terapia de Nutrição Enteral, definindo critérios para sua indicação, preparo, conservação, transporte e administração. O normativo visa garantir a qualidade e a segurança da terapia nutricional, prevenindo riscos à saúde do paciente.
De acordo com a Resolução RDC nº 63, a TNE deve abranger obrigatoriamente algumas etapas, dentre elas está(ão):

I- Indicação e prescrição médica. II- Preparação, conservação e armazenamento. III- Controle clínico laboratorial.

É CORRETO o que se afirma em:

  • A I e II, apenas.
  • B I, II e III.
  • C I e III, apenas.
  • D II e III, apenas.
  • E III, apenas.

Pacientes com ressecção extensa do intestino delgado apresentam absorção gravemente comprometida, risco de desidratação, acidose metabólica e deficiência múltipla de micronutrientes. A adaptação intestinal, dependente de GLP-2, ocorre em semanas a meses, mas nem sempre é suficiente para manter autonomia enteral. Diretrizes ESPEN (2016) e ASPEN (2020) indicam que o manejo nutricional deve combinar modulação da dieta, uso criterioso de nutrição parenteral e vigilância de eletrólitos. Considerando a fisiopatologia e as recomendações, qual estratégia nutricional representa a conduta inicial mais consistente em pacientes com <100 cm de íleo funcional restante?

  • A Fornecer apenas suplementação vitamínica oral, confiar em remanescentes jejunais, não utilizar soluções parenterais mesmo diante de desidratação.
  • B Iniciar dieta oral hiperglicídica isolada, evitar nutrição parenteral, confiar na adaptação intestinal espontânea progressiva ao longo do tempo.
  • C Utilizar apenas dieta enteral polimérica, adiar suplementação, evitar eletrólitos adicionais, monitorar apenas perda ponderal gradual persistente.
  • D Suspender dieta oral completamente, ofertar fluidos intravenosos isolados, evitar parenteral, priorizar restrição hídrica para controle da diarreia.
  • E Indicar nutrição parenteral domiciliar programada, ofertar solução iso-osmolar, corrigir magnésio e sódio, iniciar dieta enteral mínima adaptativa.

Um lactente de quatro meses de idade, com peso de 5 kg, previamente hígido e eutrófico, foi internado na UTI pediátrica, em ventilação mecânica, com quadro de bronquiolite grave causada por vírus sincicial respiratório.


Considerando o suporte nutricional enteral, assinale a opção que corresponde à conduta recomendada nas primeiras 48 horas de internação do paciente mencionado na situação hipotética apresentada.

  • A aguardar o desmame da ventilação mecânica para iniciar dieta oral
  • B manter o paciente em jejum absoluto para evitar risco deaspiração e síndrome de realimentação
  • C iniciar nutrição enteral trófica (10-20 mL/kg/dia) com fórmula infantil, via sonda enteral, e progredir conforme tolerância
  • D iniciar nutrição enteral com fórmula hipercalórica em volume pleno (150 mL/kg/dia)
  • E iniciar nutrição parenteral total imediatamente para atingir metas calóricas plenas

A Terapia Nutrológica Enteral (TNE) é indicada para pacientes com trato gastrointestinal funcionante, mas com ingestão oral inadequada. Sobre os sistemas e formulações em TNE, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:



(__) O sistema fechado de nutrição enteral refere-se a dietas industrializadas, estéreis e hermeticamente acondicionadas, apropriadas para conexão direta do equipo, evitando manipulação prévia.


(__) Fórmulas oligoméricas são compostas por macronutrientes intactos, como caseinato e óleo de soja, necessitando de processo digestivo completo.


(__) A osmolaridade das fórmulas enterais é um fator crítico, sendo que soluções com osmolaridade superior a 900 mOsm/L exigem acesso venoso central.


(__) Fórmulas enterais "padrão" são indicadas para a maioria dos pacientes hospitalizados sem comprometimento importante na digestão e absorção, possuindo densidade energética usual de 0,9 a 1,2 kcal/mL.



Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.

  • A F, V, V, F
  • B F, F, V, V
  • C V, F, F, V
  • D V, V, F, F

Leia o caso clínico a seguir:
Paciente, M.P.S., sexo masculino, 67 anos, encontra-se internado em uma unidade de terapia intensiva (UTI) devido a um quadro de sepse de origem pulmonar, secundária a pneumonia comunitária grave. Atualmente, o paciente está em ventilação mecânica invasiva, apresenta estabilidade hemodinâmica nas últimas 12 horas e está em uso de noradrenalina em baixa dose (0,05 mcg/kg/min). O lactato sérico encontra-se dentro da faixa de normalidade, indicando perfusão tecidual preservada. O trato gastrointestinal demonstra peristaltismo presente, sem evidências de distensão abdominal.

Com base nas informações apresentadas, assinale a alternativa que contém a conduta mais adequada em relação ao início da nutrição enteral.

  • A Iniciar terapia nutricional enteral em baixa vazão, com monitoramento rigoroso de sinais de intolerância, bem como de aumento de drogas vasoativas.
  • B Adiar o início da terapia nutricional enteral até completa suspensão da droga vasoativa para impedir ocorrência de íleo paralítico.
  • C Optar por nutrição parenteral total a fim de preservar o trato gastrointestinal, uma vez que o paciente ainda faz uso de suporte vasoativo.
  • D Manter jejum por mais 48 horas e reavaliar após suspensão da sedação e do suporte ventilatório.