Questões de Teóricos da Comunicação (Publicidade e Propaganda)

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Na vida cotidiana, as opiniões são concebidas após conversas e discussões com amigos, parentes e conhecidos, na esfera da vida privada de cada um. Ao invés de ser a soma numérica de opiniões isoladas, a opinião pública é um processo contínuo em permanente evolução que decorre da troca mútua de experiências, argumentos e informações. A comunicação pública, ao lidar com temas de interesse coletivo, precisa compreender como a opinião pública é formada e se manifesta. A verdadeira opinião pública, ou pelo menos a opinião pública que não se expressa em um tumulto de rua espontâneo, emocional e superficial, não pode ser precipitada, e nunca é instantânea. O que tem acontecido com as pesquisas de opinião na atualidade é que sua capacidade de medir as opiniões é mais rápida do que a capacidade das pessoas para formularem uma opinião consistente. Embora haja muitas críticas ao uso das sondagens de opinião, essa é uma prática que não é abandonada por ninguém, principalmente no jogo político. As sondagens de opinião fazem parte da própria lógica do campo político e, mesmo não tendo surgido para esse fim, foi nesse meio que as sondagens mais se desenvolveram. Nesse sentido, a fragilidade técnica das sondagens e pesquisas, mesmo com todas as evoluções e aprimoramentos dos últimos anos, chega a ser inquestionável em muitos sentidos. As várias possibilidades de indução, manipulação e condução das respostas a partir de mecanismos propositais ou não dos instrumentos de coleta de dados já são suficientes para o questionamento sobre a credibilidade dos resultados e sua representação da opinião pública. Com base nessa perspectiva, é possível apontar distorções relativas às opiniões públicas que são mensuradas pelas pesquisas a partir dos seguintes postulados, EXCETO:

  • A A produção de uma opinião não está ao alcance de todos.
  • B Existe um acordo sobre as perguntas que merecem ser feitas.
  • C Toda pesquisa de opinião supõe que todo mundo pode ter uma opinião.
  • D Acumular opiniões que não têm absolutamente a mesma força real leva a uma distorção muito profunda.
  • E Ao fazer a mesma pergunta para todos, acha-se implícita a hipótese de que existe um consenso sobre os problemas.

O teórico Umberto Eco avalia os códigos publicitários com registros duplos, um verbal e um visual, e distingue cinco níveis de codificação.
A esse respeito, relacione os níveis de codificação às respectivas características.

1. Icônico
2. Iconográfico
3. Tropológico
4. Tópico
5. Entimemático

( ) Trabalha com dois tipos de codificação, o histórico e o publicitário, investindo em significados convencionais decorrentes de um aprendizado cultural.

( ) Refere-se às conclusões desencadeadas pela argumentação no aparecimento de uma determinada imagem no anúncio.

( ) É composto pelas figuras retóricas clássicas aplicadas, como a metáfora e hipérbole, antonomásia, etc., à comunicação visual.

( ) Trata-se de um nível ideológico entre a argumentação e a opinião e compreende as premissas e os lugares argumentativos, que são marcos do processo persuasivo.

( ) É focado no processo denotativo inclui os dados concretos da imagem ou os elementos gráficos que representam o objeto de referência.


Assinale a opção que apresenta a relação correta, na ordem apresentada.

  • A 2 – 3 – 5 – 1 – 4.
  • B 1 – 5 – 3 – 4 – 2.
  • C 3 – 4 – 5 – 1 – 2.
  • D 3 – 4 – 2 – 1 – 5.
  • E 2 – 5 – 3 – 4 – 1.

Leia o trecho abaixo no qual Armando Sant’Anna discute alguns aspectos da teoria publicitária.

É comum observar que propagandas de cerveja fazem uso do _____, uma cor quente, a cor do verão, do sol, da alegria. Seguindo o mesmo raciocínio, campanhas de balas que propõem trazer frescor e a percepção de algo “geladinho” fazem uso do _____, ou cinza, cores consideradas mais frias. O mesmo vale para os ritmos dos jingles, que, quando mais _____, levam o consumidor a uma maior reflexão; e quando o ritmo é mais _____, promove nos indivíduos a sensação e o estímulo para uma ação. No entanto, os aspectos de ordem física, fisiológica e psicológica, que cientificamente podem ser constatados – como o comprimento de onda –, não são _____ quanto ao fato de influírem no comportamento de compra. Autores consagrados afirmam que o uso de uma cor ou de um ritmo musical compõe um universo que impacta o consumidor, mas pela mensagem da peça publicitária. É como se cores e sons tivessem o papel de _____ para a mensagem ali contida.
(SANT'ANNA, 9 ed, 2016)


Assinale a opção que completa corretamente as lacunas do texto.

  • A laranja – lilás – alegres – cadenciados – consenso – ruído.
  • B amarelo – azul – lentos, acelerados – unanimidade – moldura.
  • C vermelho – verde – agitados – sincopados – dissonantes – canal.
  • D amarelo – branco – acelerados – lentos – considerados – feedback.
  • E laranja – amarelo – tristes – metálicos – majoritários – ambiência.

Alguns autores afirmam que a publicidade obtém êxito quando é capaz de contribuir para que consumidores consigam transitar entre diferentes níveis de comunicação: desconhecimento, conhecimento, compreensão, convicção, ação. A partir da identificação do estágio em que ele se encontra, há o esforço para levá-lo a um mais avançado, a partir de mensagens específicas.

Sobre esses cinco níveis de comunicação regularmente descritos na literatura da área, verifica-se que

  • A o desconhecimento é um estágio terminal, que não pode ser ultrapassado.
  • B a compreensão é a base mínima em que se busca a identificação do produto.
  • C a ação é o estágio inicial de busca por reconhecimento da marca e da embalagem.
  • D a convicção é o estágio no qual o consumidor acrescenta motivações emocionais.
  • E o conhecimento é a etapa em que o consumidor ainda não ouviu falar do produto.

Ao tratar do enunciado como unidade da comunicação discursiva, Mikhail Bakhtin diz, em Estética da criação verbal, que “o falante não é um Adão”.

O que o autor quis dizer com essa afirmação?

  • A O enunciado é um elo na cadeia da comunicação discursiva e não pode ser separado dos elos precedentes e subsequentes dessa cadeia.
  • B Há enunciados que respondem aos enunciados de outros que o antecederam, outros não; estes rompem um elo na cadeia da comunicação discursiva.
  • C O falante está relacionado com “objetos virgens”, ou seja, ainda não nomeados, e a tais objetos dá nome pela primeira vez.
  • D O enunciado tem autoria e destino; a autoria é de um sujeito falante relacionado com o gênero feminino, enquanto o destinatário pode ser qualquer participante-interlocutor.
  • E O objeto do discurso do falante, seja esse objeto qual for, torna-se pela primeira vez objeto do discurso em um dado enunciado.